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Escrito por Administrator   
Segunda, 02 Julho 2018 19:49

Do umbral da sombra tímido

luz da algema oscila

ao longo dos cubos do sangue

do deserto ápice da brenha de areia

náufragos épuras feridas gritam e o eco

dos oásis se derrama como sêmen

sobre panda garganta

enquanto brotam altas espáduas de tempestades

e lâmpadas simulam iluminam

tornozelos tristes do verão amaro

esporeando a pele como lento cavalo

enquanto hastes litúrgicas grangrenam furiosamente

e miragens de argila alçam-se

das tendas das dunas rastejando

a sábados abandonados.

Enquanto abôbadas cerradas aquilatam

as curvas exatas do céu findo o poema

enquanto.

Auroras de muros, sal lançado

sobre olhos anônimos.

Comboio de constelações perdido

nas estradas selvagens do céu.

O surto dos efeitos escuros

a amágama de treva e fenda

sobre as sombras que somos estabelecida.

A espera do aborto o zeloso e crasso

cão cérbero se arrasta

mas o pai éter não acata

suas cabeças e senis maldades.

 

 

Acumulo de auroras desmesurando

auréolas de luzes em expansão vital

para aprazível canto propiciar

aos mais profundos e dissonantes e escuros

a noite se construindo de dados claros

a ornada de vestígios impuros

vinho resolve a vontade, sede atiça o ser

devolve o sentido todo o plural celeste

todo o coro do cosmo ao poema se apresenta

em torno do sentido do voo de abelha.

Colheita de porcelana ou frutos avaros

na mesa da palavra. Só restam

então embriagados dias, luz de afã

e noites de infinita lã.

 

 

Arenque aos saltos assusta o planalto

o anagro equino atravessa o silêncio

lâmina a lâmina, sal a sal

a candura feminina doma continente escassos

rumor de clavícula páramo embeleza

fagulha de cone embosca músculo do abdome

Pégaso agudo do ar vísceras fustiga

soa como crótalo luminoso intestino do cacto

sílabas de alumínio crocitam na lauda vândala

e metal das aliterações pareja a página

rocim rocinando sela o relâmpagos agrário

raio cruza o prado, empoeira o céu

couço o nitrir das narinas convulsas

dos cavalos alucinados do poema escoiceando

as rédeas solta da malévola leitora.

 

A ferócia troveja, o feérico sobeja

a carótida do rei agoniza em praças pública

ofegantes castilagens resfolegam

insaciável tropelin esporas do grito abaúla

nu confim espreita início aceso.

Pedradas virgens inda aberta e o pelo das ravinas

nelas o ereto tropel de cavalos alucina

rosas viris, cios poderosos e óvulos de éguas

intumescem veias e apodrecem hinos

centauros enlouquecidos da volúpia do conflito

do certame atropelado por alvorada de cascos

e ciúmes de deuses estrebucham no domicílio raso

rebentam pássaros; cansaços vibram

vórtice dos cabelos agitando a brisa.

 

 

Abelhas emboscam embolias (violas gilenciam)

marés de crinas flutuantes se unem

a flatulência de obesas madames (que uivam

com a dor dos lipídios intranscendentes)

como incêndio de bandeiras sobre ombros

ou palavra atropelando o poema raso

é o cavalo do verbo galopando a página

o bronze das esporas marte alando cabelos

omoplatas poderosos em revolta

e músculos rebelados em liça ou choque

com a máquina da estultícia deixam

nervos do dorsos em delírio o curvo

chicote de relâmpago ama saraiva de zinco

.............. de tempestade aliena

a escura do sacrifício.

 

 

Maravilhoso é o fervor do verbo gestando poesia

o lastro da metáfora lançando ogives de imagens

rédeas soltas do dínamo da imaginação

a as sílabas do apocalipse

maravilhoso o fermentar da palavra humana

assentada na página branco útero

do poema absoluto

sublime teor poético desencadeado

apregoando o futuro do verbo passar

vazado em delírio eterno (para delíquo do tempo)

demiúrgica vertigem movendo a realidade

toda a esperança da poesia incitada

maravilhosa irrupção do eterno na lauda

a potência do ser atualizada não se sabe

em consiste, o que outorga quanto êxtase

desarvora.

 

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