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ESTUDOS DE TIGRE (CAÇA) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 02 Julho 2018 20:05

Insígne, rápido, de malícia e cálculo

bala e gato, tigre lança seu hálito

feroz destreza arma, engatilha

medo no gesto da (presa)

fluxo de sua face assassina

espelhado no rosto da vítima.

Jato de horror deixa na alma do jângal.

Pegadas de dor na carne, arma de temor.

Tigre lança seu urro, sua sina

todo o peso do seu instinto instantâneo

sobre indefeso, ávido, venoso,

alvo pescoço área cilíndrica

cárnea, viva, torneada

onde planta sua mandíbula exata

garra que o sangue e fecunda, alastra presa

onde músculos poderosos acionam a dentada

(ou fêmures estraçalha quando

a linha da cintura ataca).

Mandíbula exatas, precisas como alma.

Ao derredor da dor garras

(que não são azuis)

apalpam com calma violência trêmulo

corpo da vítima – verso da alma – que agoniza

sufocada, temerosa, indefesa, uterina

(em trânsito para o nada).

(poema ao hábito jugular do tigre).

 

Poema às cores do grito.

Oblíquo limbo onde vigilam luas de adeptos

do tigre e fuzis da palavra meditam.

Com urros brancos, dentes púrpuros

raias de sangue do olhar coalhando

a medo no coração dos homens

com rituais sais de grito e véus listrados

tigre lambe o rajado dia

povoa noite de estupendo temor

(deixa Borges bêbado de êxtase

do seu trêmulo labirinto sem cor).

À espera da vitória do minotauro.

Lanças de volúpia é quando

adepto do tigre toca

rajada, rápido (e de joelhos ora

ao deus felino, à cor coral

móvel como o verde da selva

antes de entregar a alma

como a carne estraçalhada ferocíssimo

à terra listrada com sangue

ferocíssima sede.

 

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