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ODE DE FOGO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quarta, 04 Julho 2018 23:34

Do pasto celeste vivem Deus e as estrelas

e da colheita de porcelana da alma os santos

(como D. Hélder Câmara e Dom Vital,

Maria Gonçalves de Oliveira, o santo, ao lado

da Senhora de Fátima, protetora de minha

mãe – Deográcia Cavalcanti Corrêa de Araújo)

e da gestão terreno e fraudulenta nossa a miséria vive.

É que por mais que forcemos no culto interrupto

e bom servil a Deus sujeito à lavagem de devoção.

Ladainha, louvaminhas e beija mais, nada acontece

de alvissareiro (a não ser chuva de dízimo

em época de seca, pecúlio da aridez da alma).

Acaso, um dia, Deus facultou porta aberta

para um ameno caminhar gratuito?

Flores, meis, frutos, terra graças, luz propícia

apacável colóquio, austero inverno, ele desejou?

Destino algum pontou, um tempo bom descortinou?

Nem aos mais gozosos poetas e damas piedosas

possibilitou a alegria sem condições a ou ao éter

permitia banhar-se o espírito.

 

Aos borbotões secos (e alma escura) condenou fontes

dia e noite o árido ladra

mês e mês o sulco cessa

bendições somem, brisas morrem

a erva arruinada chora, a cinza esplende

o trigo esparso e jardins envenenados

as penhas cansadas, colinas calvas , profecias surdas

embriagadas época de luz e afã faltam-nos.

O peso das dores sucumbe ante as desgraças maiores.

Sórdido sal, mescla de culpa, mácula e solúpia.

Declínio dos limites, rios apagando-se

nada que não seja sagrado não estranhas.

Tudo é inválido, até a vida.

Se sacrificando à sombra é que luz é finda.

 

 

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