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ODE DO TRÂNSITO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quarta, 04 Julho 2018 23:36

O declinante tempo não apressa o poema

o verso virá do espaço da página

não das ilhas ridículas dos ritmos azuis

não dos limites de rios fraudulentos

ou de cômoros vulgares

sagrada é a página, não o homem

ali onde a vida recomeça é quando termino o poema

e lança-se o início da aba do outro

o que detém a inconsciência do homem é o verbo

a arte celestial da palavra exílio azul

o outono é uma virtude porque a pena entardece

e esplende o poema noturno com a manhã.

Quanto mais báquica seja a noite

e página mais manchada

quanto mais vinho se verta, rio escuro

quanto mais apresto ceve o verbo

mais alta a manhã e sagrado o sal vivo

quanto mais a audácia da poesia sol

mas o infinito estende-se sobre as palavras

paralelas do poema

quanto mais incubo o tempo na lauda

mais espouco a palavra alada

e o sangue a vera sacode

e o coração rebate os signos de outrora.

 

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