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IRREFLETINDO MUITO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 31 Julho 2018 23:14

Tudo tem duas verdades. É uma questão dialética.

Da verdade aparente e da nada aparente, vem a verdade real.

Qual? A aparência é tudo, Chanel dixit.

 

Só a poesia absoluta não tem aparência, pois nem com poesia parece.

 

Usa-se tanto o rosto para encenar viver

que a vida faz do rosto máscara, torna a

face espantalha. E não mais reconhecemos

o próprio rosto. Isso pode ser romântico

mas é culpado.

O poema absoluto revela o rosto da página e a máscara do verso.

Ele é o anverso do poema comum.

 

Só a morte não tem máscara.

E seu rosto só o vê o morto. Ou um amigo

quando você mesmo morre.

 

Vivemos até gastar a máscara.

A morte é o momento de revelar o rosto.

 

Vivemos até que a morte faça

de trapo podre a cara.

 

Máscara maquina persona.

 

Seja você, amiga:

arranque sua máscara, encare seu rosto.

 

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