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VINGANÇA ÍNTIMA E NUA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quarta, 01 Agosto 2018 22:19

O texto é livre, a vida presa do instante que é

o nada verdadeiro. Como a circulação do

sentido bloqueada é o percurso da palavra

na página (e na alma), o que traduz só a

nova e velha luta pela expressão da liberdade

em forma de veraz realidade inóbvia.

Sob peso do êxtase ser desaba

entre o instante e a palavra esvai-se a eternidade.

E um mar de sentidos hesita.

A onda odeia a água.

Tudo é fragmentos do todo.

O mundo é um texto (difícil e trêmulo).

O romance da vida a morte finaliza.

Tudo é uma máscara sem rosto. Talvez.

A morte é o rosto do amor. Talvez.

É o amor labirinto sem nome?

Muro desmoronado? Ruína do ardor?

Somos (és, principalmente) trânsito.

Trânsito do nascemorre irreptível, irrestaurável,

definitivo. Eterna é a morte.

Confinados na vida (paredes sem alma)

consumindo tempo continuamente

a alimentar esfomeada alma de banalidades

sem data, de meadas sem volta.

Pois o eterno não retorna.

Como lucidez é ilusão azul e a imaginação

estertora, somos bolotas.

Nem ao menos rumores da realidade percebemos

em nossa impassibilidade benigna perante a vida.

De diálogo estranhos desguiamos.

De fundo, silêncios bloqueamos, sempre, entre

a vileza e o vazio não decidimos, somos só carne

talvez restos ou cinzas de alma acumulemos

detritos de alguma estrela.

Na veia, fermenta o fim, a ameia cede, o

sangue muge, a dor é uma princesa e o

escuro acampa no ser com ímpeto impróprio.

Crepita a labareda do labirinto como oscita

as luzes do candelabro da tempestade.

Rosa encardida respira na pala cardeal, sinal

de que o mundo tende a terminar só para

os homens de boa ou má vontade.

E só resta render juros à dúvida

e ao valor inexpugnável das minúcias dedicar

a vida ou o que seja.

 

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