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GALOPE DE LUME PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quinta, 02 Agosto 2018 14:16

Heras da tarde de Sartre árido

musgo de Balzar gordo

mares de Hugo. miserável.

 

Céu insone acendeu

seu véu de mica e grinalda

grisalha como feldspato cai

sobre a vida mineral.

Como lume galopando até o cume.

 

Fez-se imóvel o silêncio

para ouvir rumor de folha e rouxinol.

 

Decapitados capricórnio.

 

Pela eternidade do transitório.

 

O efêmero fica.

 

Ao cão que pensa.

 

A mendigo ineses de cacto e cardíacos

Cavalo bordado de galopes aquosos.

 

Siga labirinto de mauleus até tua alma.

 

À alquimia que corre nas haras do lábaro.

 

Silêncio atiça o solitário.

 

Espessura e aura. Lume, seiva pupila parida.

 

Azul e zelo.

 

De ostra em ostra, o estranho poema.

 

Épura de fogo, vitral de cinza e redoma.

 

À luz de acetileno do duodeno.

 

Poema: palavra em levante pacífico

no teatro desarmado da página.

Severo sol e sua luz rigorosa desfechar

punhais de aridez no dorso

calcinado da caatinga.

 

Amantes adejam no céu da cama

como pássaro transparentes.

 

Signos confusos de dédalos e musgos.

 

Ignoto na noite de esfinge

a devorar axiomas

sob uivo de inequações surpresas

decifrando sombras

de silhuetas sórdidas.

 

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