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MÁCULA ACUMULO E COMO MICULA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Sábado, 04 Agosto 2018 23:45

Rima vomito em cada esquina do verso

nefelibato entre cirros e estratos

a cada nimbo abstrato lanço verso alísio

extremo topázios, esmeraldas devasso e ametista detrato

candelabros estrangulo, vozes de abelha esmago

à arca cheia de relâmpagos e decálogos

me dirijo com coração partido

quilhas do calendário conduzo a mar do tempo

nau de horas desfolhadas e aviltadas

pelos ventos da passagem coleciono

e recolho o lume da ampulheta entre abrolhos.

Supero promontórios e untuosos coágulos

por hiatos e istmos vago entre geometrias marítimas

gávea de meus olhos sempre em riste

tempestades e intestinos sob controle

me entronco emboscadas adentro

mas não me curvo a íris visionárias de lobos

urdo madrugada com greda e água

e não partilho infância das vísceras

códeas e gládios capto, palpo aranhas

e percevejos olho sob o sombreiro

sempre a cavar fossos enquanto rego

a ressurreição do sal nas acácias

enquanto ajo em benefício de anjos sujos.

Transpondo a morte, comungo a febre

cotonifícios sepulto e porto

na mão chama farmacêutica

dos olhos sumérios extraio tigres líquidos.

 

Detrato eupátridas, helenas liberto

desprezo convenções democráticas

pela alforria de uma rima do acaso

contra o futuro meu voto aponto

às tramoias dos instantes dedico pleito cavo

o meu mais preciso instinto dura um dia

a extintas estirpes ergo lápide de lágrima

a fanáticos ofereço as mais sinceras

terceiras intenções da paróquia

a tiro oferto culatras

mácula acumulo e como micula.

 

(Meu valium dorme

valei-me, poesia?)

 

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