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O EXPRESSIONISMO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Sexta, 07 Setembro 2018 14:00

No começo do século XX, na França e na Alemanha, surge um grupo de pintores chamados expressionistas na Alemanha e fauvistas na França.

Curiosamente, o objetivo dos integrantes desse grupo era combater o Impressionismo, tendência da qual eles provinham.

O Impressionismo consistia em uma corrente da pintura que valorizava a impressão, isto é, era uma arte sensorial e subjetiva quanto ao modo de captação da realidade. Na relação entre o artista impressionista e a realidade, o movimento de criação vai do mundo exterior para o mundo interior. Já no expressionismo ocorre o oposto: o movimento de criação parte da subjetividade do artista, do seu mundo interior. Assim, para o artista expressionista, a obra de arte é reflexo direto de seu mundo interior e toda a atenção é dada à expressão, isto é, ao modo como forma e conteúdo livremente se unem para dar vazão às sensações do artista no momento da criação. Essa liberdade da expressão assemelha-se com seu lema “palavras em liberdade”.

Durante e depois da Primeira Guerra Mundial, o Expressionismo assumiu um caráter mais social e combativo, denunciando os horrores da guerra, as condições de vida desumanas das populações carentes, etc.

O Dadaísmo

Durante a Primeira Guerra Mundial, a Suiça, mantendo-se neutra no conflito, recebe artistas e intelectuais de todos os pontos da Europa. Abrigando-se em Zurique, alguns desses “fugidos da guerra” reúnem-se no Cabaret Voltaire, ponto de encontro e espaço cultural onde nasce o movimento dadaísta.

Criado a partir do clima de instabilidade, medo e revolta provocado pela guerra, o movimento dadá pretendia ser uma resposta à nítida decadência da civilização representada pelo conflito. Daí provém a irreverência, o deboche, a agressividade e o ilogismo dos textos e manifestações dadaístas.

Os dadás entendiam que, com Europa banhada em sangue, o cultivo da arte não passava de hipocrisia e presunção. Por isso, adotaram a postura de ridicularizá-la, agredi-la, destruí-la, pois a arte não impediu a guerra e os artistas se calaram.

Muitas foram as atitudes demolidoras dos artistas dadaístas a partir de 1916: noitadas em que predominavam palhaçadas, declamações absurdas, exposições inusitadas, além dos espetáculos-relampago que faziam de improviso nas ruas, em meio a urros, vaias, gritos, palavrões e à total incompreensão da platéia.

Segundo Tristan Tzara, o líder dadaísta, a palavra dadá não significa nada:

Encontrei o nome casualmente ao meter uma espátula num tomo fechado do Petit Larousse e lendo logo, ao abrir-se o livro, a primeira linha que me saltou à vista: DADÁ.

O Manifesto do Senhor Antipirina foi a primeira exposição pública do pensamento dadaísta:

Dadá permanece no quadro europeu das fraquezas, no fundo é tudo merda, mas  nós queremos doravante cagar em cores diferentes para ornar o jardim zoológico da arte de todas as bandeiras dos consulados, fuzilava Tzara.

atualizado em Sexta, 07 Setembro 2018 14:05
 

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