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LEVANTE DO FALSO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quinta, 13 Setembro 2018 00:53

Minha voz sal alevantando-se

lua de cócoras, pâncreas elevado

gerúndios dançando balés brancos

silva de adjetivos em trânsito

 

minha voz é uma rua de Istambul na primavera

uma fuga do esôfago para a cela da alma

 

a palavra revascularizada, sintagma

afrontando banalidades

 

minhas voz é um céu de madrepérolas

que a concha e a mãe da párola acostumaram

 

minha voz é torvelinho lento de abelhas

uma catilinária contemporânea

 

o amplexo da página

o rascunho da alma

 

 

 

 

minha voz é um esteiro, uma peleja, ato

da palavra enlouquecida no palco mais louco ainda da lauda

 

minha voz hímen da hermenêutica

preserva, selo insapiente sabota

 

é desafio a que o espírito se entrega

iluminação de barro do verbo

 

é um gozo e uma declaração perplexa

vinda da garganta viva de palavra

 

a se estender em lençóis de delírio

frenética larva de abutre, cadáver alevantado.

 

Minha fala vem do âmbito alado de pássaros

vai ao limbo branco da página (seu purgatório alado)

 

falo de levante baixios, frações do imo

não falo de avos, encantos nus

 

ou imposturam, transcendências ocas

banalizado a palavra verbo domesticado.

 

Do silo de silêncio de solidão do Mosteiro/ 22.01.2012

Reencontrado no Retiro do Espírito, em junho de 2016

 

 

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