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POEMA ANACRÔNICO DE GUERRA DE ROSAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quinta, 13 Setembro 2018 23:39

Da úmida manhã de róseos vômitos

a musa da terceira guerra

atordoava trilha e intrigas de estrategos

não perdoava secretas palavras e senhas inúteis

e abominava generais gemendo.

 

Dálias se despetalavam

enforcadas nas hastes de onde se jogavam.

 

Açucenas se suicidavam

derramando-se em buquês trágicos

como granadas de messes violentas

implodindo do front do jardim bélico.

 

Aguçava-se o esmero da morte

sempre presente nos intestinos das batalhas.

 

Acúleo lamento

dos que agonizavam se levantava

em meio à cívica carnificina tática

hostes da dor e hordas de desespero

caíam como pátrias abutres

nas solitárias trincheiras apavoradas

e o som do inferno (que Orfeu ouviu)

atravessava corpos e almas

dos cruentos campos da batalha

mas nunca chegou

um mero rumor ou um hiato de dor

aos ouvidos divos de Deus.

 

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