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DA MORTE DO NOME PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 09 Outubro 2018 22:35

Das vagas do incógnito, de inúteis nadas

de cifras vazias e teoremas esquálidos

de álgebras destroçadas do abdome do exato

das praças onde verdade exposta e crua

como carniça louvada (degustada pérola de tripa)

do cerne de equações caninas insolubilizadas

vem o meu nome adornado de dízimos

e dádiva de dúvidas e letras amaras.

 

De inúteis uteís o meu nome

baixo relevo das lápides recebe vocábulo

esculpido como delírio cinzela poema

aprisionado no lume que sopro abandona

iluminado pelo círio tão fatigado

pelos olhos do vento indefesos abatido.

O marceiro grego a lapidar cavalos

com veloz cinzel da palavra

no abeto dos templos incrustada

trena de sua astúcia em riste

a medir furiosa altura do mar

buril que desmorona levantado

do olhar certeiro da memória

de sombra pura alvejado como muro que sonha

 

as hélices da carpintaria árduas da morte incansáveis

a aridez da treva abrindo olhos sonâmbulos

os símbolos estraçalhados na página escura

 

insólita baleia Jonas cavalgando

sua víscera sacra apntando

os intestinos do tempo, as usuras das horas.

 

 

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