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Escrito por Administrator   
Segunda, 19 Novembro 2018 21:32

Preciso (é) demolir

toda decoração

com que o sentimentalismo infame

(dolicocéfalo de cor elitista)

Implacável e metálico do cotidiano

(tropical) sobrecarregou

as artes líricas e mecânicas (capitalistas).

 

E descorou, comprometeu, mascarou

artificializou, desdorou, falsificou a poesia

poesia que vige hoje descontemporaneizada

pesadelos ao invés de sonho cru

sarjetas românticas idolatrando

vivendo (mal) do pugilo parnasiano

com armas do passado duelando com o tempo andando.

Impregnações de banalidades miúdas

enevoando possibilidades reais

moendas de moedas falsas vívidas

moídos corações desfraldando

bandeiras de um ego enlouquecido

opressas venturas de gerações goradas

oferecidas como felicitações fúnebres

o significado da vida eleito como piloto

o significante apenas veículo

dessa aventura para o abismo áulico.

 

Abortada sob cálamo

de crisóis de mercúrio

e carbonos assassinos

eis a lápide da arte. O pêsame da palavra.

 

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