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DO LIVRO ERMO E SÚBITO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 20 Novembro 2018 21:58

A uretra do objeto era álvara, embora indecisa... e a verdade escura ainda como o coração da pedra

ou o grito sonâmbulo apenas azul do enorme rumo que se abriu de um talvez qualquer como seda da boca mole do bicho. Assim que os horizontes começaram a morrer mais cedo e as tangentes noturnas aprimoradas se dispuseram a comemorar os ocasos do ser, tudo, todos os parâmetros e as semanas tornaram-se imediatamente correntes absurdas de datas ambíguas ou maios cruéis de prumos ofídicos afiados como marços devassos que, num relance de estrebarias autônomas, servissem de distúrbios a óperas de cavalos e bois de sonâmbulos setembros.

 

Ante súbitos imprevistos cais sonoros, ante portos imperdoáveis ainda, ante cruas realidades inúmeras e pelejas ágeis de torsos e órbitas de bois, gados imbuídos de águas metálicas ébrios de licores devassos ante hostes de potros previstos e éticos como mercúrios que libertem esplendorosos ouros, ante e sob selo do fim do dia, ante porvir de alcatrão... as coisas desobedecem às físicas e mecânicas rodas do tempo e seguem o rito branco dos apressados ossos que dançam com os túmulos balés mórbidos e musculares ao ritmo de tutanos animais.

Céus de aço se inoxidavam, lágrimas de Deus coagulavam sem cessar sob égide de aviões anais em desfecho.

A eternidades enfileiradas todos obedecem.

 

As penas dos helicópteros nus de hélices silenciosas (e licenciosas) ou helicoidais se permitiram voar até a vital aterrisagem. Repetindo o rito inicial.

 

Então, ouviram-se cânticos de lesmas celestiais quando carcaças triunfantes de pássaros imobilizados pela irrealidade infinita doença do incrédulo humano determinaram a perda, o exórdio do exílio.

 

E o ovo de anjos estremeceu e do céu vagaroso veio carne pecada.

Salmos de sal, hinos de hunos, saliências de deuses amontoando-se, degeneração de músicas pantanosas avarias de horas e ovelhas, rios de cantigas envenenando hortas vermelhas, hortos pecaminosos, tudo se resumiu num poema.

Ele – VCA – poeta descontraído, desconstrutivo, poeta do eu ao contrário, capaz de contrariar o melhor leitor, sempre pronto para desconcertar ou descontentar qualquer leitora possível (que se desconcentre da vida banal ao ler VCA, o tal) capaz de descasá-la, inclusive; VCA, poeta que desespera quem o lera, felizmente, e faz  da vida desacreditar da poesia, o que é bom... ele – VCA – continua desintácto demais...  e por isso vai lançar um blog para debacle ou deboche (não debate)  da poesia, um blog de blague para que quem o acesse mal sempre.

O blog-blague, buraco negro da Internet, é SIGA O DEVANEIO.

Siga o devaneio de VCA ou urre de rir e sue de raiva.

É um blog para fazer blague imbenígno.

 

Como não possuo computador, vou mandar textos manuscritos para as pessoas que digitam para mim...  e postar. Acho ser possível no celular Gálaxy 4 acessar o blog.

 

A propósito, há um blog que não deixa resíduos sobretudo.

É o BLOG DA BLAGUE. QUE DEBOCHA. E DEBUXA.

 

A sede física (e metafísica) do BLOG SIGA O DEVANEIO é o recinto vitálico  do Espírito, onde se concentra a energia absoluta e se instala a usina do verbo geradora da poesia. Sítio de que mana o ímpeto atávico, tugúrio ecológico onde se aprofunda o dínamo que move todo o aparato e estrutura absoluta do poema. Não há – diga-se – instalação

 

melhor para rever e reavivar a essência perdida da poesia. Onde é possível retirar o espírito, estará o poema. Lugar que o exponha à verdadeira incerteza e onde os feromônios do verbo se concentrem. Onde residam os elétrons do ambíguo perfeito, e a absoluta indecisão poética libertária.

Onde os demiurgos todos da palavra poética se alimentem da mecânica original da criação pela palavra. E do veio do barro.

 

Portanto, a sede metafísica (e física) do blog, que é o Retiro do Espírito, permite à alma renovar sua potência de sexual transcendência e assim munir-se dos elementos vitais à perfeita e inconclusiva transgressão verbal e humana imprescindíveis à geração do poema absoluto.

Aparato estético profundo em ato e a mobilização de forças ídicas insuperáveis fornecem a força motriz da palavra.

Movem o sopro do Verbo

O veio da cinza.

 

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