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O GRITO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 27 Novembro 2018 23:02

escrito ontem a ouvir Nora Ney

Sonhei o Grito, uivo de cores convulsas

estampado num céu de girassóis famintos

movebos de velozes espirais vivas

espectro de ondas sonoras movidas

por pinceis trêmulos em forma de átomos de gestos

de cores em vórtices ezras

energias cônicas agônicas e sônicas na tela vozes

em fugas pictóricas dinamizadas de belezas

móveis pinceladas de desespero estético

dínamos em convulsões de desespero e beleza

dínamo em convulsão arrastando

o silêncio em camadas coloradas

estratos feéricos em forma de espasmos

estratosféricos amebas cósmicas

pintura tempestuosa ou majestoso redemoinhos

estéticos encaracolando os olhos

céus famintos e pastosos em transe ótico

movidos por cordas de sinuosas cores

grito não figurativo em formas góghicas

escapando da boca agarrando as escandinavas mãos

em gestos de sublimes traçados

revérberos surpensos em forma de cores delirando.

Sonhei O grito de Munch

e seu eco em forma de amenas ressonâncias

varria o sono vital.

Lembro de fluxos de prismas líquidos e moles

de céus ovais de movediças cores

que se rebelavam na tela ondulando.

Magia de vulcões pintados numa tela bíblica

no apogeu de salmos vermelhos e insolúveis

fixos na sede do século.

 

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