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ERA UMA VEZ UMA GEOMETRIA BÊBADA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 17 Dezembro 2018 13:20

Era uma vez uma geometria bêbeda

que vagava sinuosamente entre gráficos

e pedregulhos de sílabas da palavra simetria

atravessava ângulos esquerdos sem avisar

detestava vísceras e número primo

frequentemente desacatava triângulos

em especial isósceles íntimo de Aristóteles

pupilo de Pitágoras.

Sempre se melindrava quando

retângulos a olhavam

não suportava aritméticas sóbrias

nem losângulos obesos a geometria bêbada.

 

Gostava quando ébria de caminhar em paralelas

porque sabia que assim alcançaria o infinito.

 

Um dia a geometria embriagada

deu um tropeção numa hipérbole

e caiu num círculo (não concêntrico, vicioso).

Custou a encontrar uma tangente

e voltar ao paralelepípedo

de onde veio.

O poema vai às estrelas

se o poeta parar de sonhar.

 

Com medidas de som

e aritméticas do verbo.

 

As ondas cósmicas desaguam

no pensamento humano.

 

Segundo a lógica gravitacional

jamais voaríamos.

 

Conforme a do soneto

quatorze muralhas  nos derrotam.

 

O mundo mental é rebelde

a medidas, regras, parâmetros e paramentos.

 

Os campos da força lírica

não os domam normas estáticas.

 

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