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EM DOIS POEMAS: POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 07 Janeiro 2019 21:07

Palavras foram feitas para ocultarem

não para revelarem um pouco o nu das coisas.

Do inferno correm rios sólidos

pelo sangue culpado enraivecidos

eclesiásticos cavalos lá pulalam

cujos freios são as mitras da loucura

e os arreios cajados acadêmicos.

Tramitam piras, orgasmos ungem

legendas inglórias (e gozos falsos).

Canoros escuros são liras de catracas

escombros de crateras são músicas atras

e dos triunfos podres saltam partituras puras

(como raios dos relâmpagos vazios

da sombra de Caronte).

Do inferno céu é dura ilusão de súcubo

dádiva do esquecimento, incunábulo pútrido

centelha sem futuro pira apodrecida, nada.

Boia côncava.

 

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