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A FORMA DE MENSAGEM PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 04 Fevereiro 2019 14:24

A questão da comunicação poética (que dizem torna-se mais fácil, por tem ritmo rímico e métrico – nemônico) é algo em que todos (até poetas cultos) tropeçam.

A concepção moderna da linguagem poética pressupõe a existência de circunstâncias especiais “na produção e recepção da mensagem poética.

 

São funções básicas da linguagem: mais a expressiva, que orienta o ato linguístico na direção do emissor; a conativa, que conduz o ato no rumo do receptor e a função referencial, que gira em torno do referente. Isso está em qualquer manual de literatura moderna.

O ato linguístico (a fala, a escrita etc) envolveram estas três funções dentro de uma hierarquização, que estabelece a preponderância de algumas.

Em 99% dos casos de prática de atos linguísticos, a função hierarquicamente dominante é a referencial (prosa artística ou não). A poesia ficou em certo limbo, durante certo tempo, só Jackobson salvou-a.

Mesmo antes, conceituou-se a função estética da linguagem. A elocução poética requereu a ativação de um quanto fator da comunicação verbal: a língua, em si mesma, o signo linguístico, que teria função específica, também.

Daí, a função estética da linguagem, onde a poética estaria incluída, por ser ato estético bem genérico.

É de se notar que a função estética é bem constrativa. Opõe-se, bem, às outras, porque volte-se (metalinguísticamente) a si mesma, enquanto as outras (expressiva, conativa, referencial) se orientam a fatores extralinguísticos.

Roman Jakobson cria a “função poética da linguagem”, algo que impõe padrões, moldes, características especiais de organização e condições de existência a textos poéticos.

Daí, se viram obrigados, compelidos (os conservadores) a aceitar, a partir da extrapolação da função estética (não mais abrangendo e submetendo a poesia), a configuração poética de textos não-poéticos. É uma situação em que o poético existe, em situação de incomunicação linguística:

A mensagem ou poema orientado para si mesmo, alheio a todo o exterior a ele. Eis Jakobson: o poema não está na mensagem, está na forma da mensagem.

 

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