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22 DÍSTICOS VITAIS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 25 Fevereiro 2019 23:05

Das aljavas zens saem setas

armadas de lentos lilases.

Das ogivas vãs potes saltam

de cogumelos malsãos.

 

A realidade ultrapassa a aflição

como a arte de morrer supera a vida.

 

Donzelas apregoam o ápice do gozo

e seus hímens exibem como potentes heraldos.

 

Jorros de incêndio afugentaram o sono

da úmida íris dos aquedutos.

 

Orgasmos de tigres apunhalam

covis tristes.

 

Das pétalas dos diademas colhem-se

hirtas espadas apocalípticas.

 

Na ourivesaria dos anos cãs

são pérolas castradas.

Nas farmácias dos relâmpagos

comprimem-se visões, elaboram-se drágeas de pardais.

 

Lentos movem-se milênios

como areias do levante.

 

Nova Iorque, metrópole

de fibra ótica e vidro gótico.

 

A duração da ânsia

estrangula ervas.

 

Príapo insatisfeito tange donzelas para o meio-dia

mas prepara o leito da tarde para outras conjunções.

 

O crepúsculo ébrio de matizes lança

simetrias catedralescas na relva santa.

 

Devotos cones de incenso bradam

dos adros do pecado e enuvecem suas almas.

 

Cofres de flores arca de néctar

abelhas devassam sem pressa.

 

Se o vinho noturno acaba embriago-me de estrelas

ou bebo a lua de um trago.

 

Sou apenas sombra ébria

de tua nudez de relva.

Sob tabernáculo longo das estrelas

contemplo teu umbigo magnífico.

 

Cães raivosos encarcerados

nos selos do ultimato.

 

Hienas corteses

lambem convidados.

 

Chacais amam cadela

no intervalo das novelas.

 

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