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Escrito por Administrator   
Segunda, 09 Março 2015 14:57

Os vermes se rejubilam

dos cadáveres (mais ricos de podridão

e usura bursátil)

 

 

Toda a magia do Brasil cabe

num dedal de mentira.

(epigrama de amor)

Porque te chamas quarta-feira (de cinza ou não)

e teus epitélios são suaves e nervosos

e tuas dobras e branduras perfeitas, te amo.

( declaração )

 

De que chusma cósmica

de que fogo veloz

de que luz infinita brotou

essa matilha de estrela

cujo brilho é uma taça

incandescente e vasta?

 

Por que todo outono é arcaico?

Por que é tempo de martelo e de tormenta.

Eis meu rosto envilecido

pela sombra do tempo.

 

E as nuvens de dezembro

de que são fabricadas?

Sou um solipsista anônimo

o alfa e o ômega sem face ou credo.

 

Se invento nomes sou poeta.

O que não teve nome foi  início.

Nuvens? Pouco de água, cal de branco

algo azul e um pouco de tempo.

Poesia vive de metáforas e anomes

de anomias também. Vem do barro do verbo.

 

Sobre a pátina do tempo brota

rosa cronológica e pura.

De miasmas e bafios vive o Brasil.

De corrupto em corrupto até o céu.

Onde estão os lábios tumefactos

e os olhos esbugalhados? Onde?

Uma grinalda de sangue

um golfo sem nome.

 

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