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POEMA (CULINÁRIO) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 12 Agosto 2013 19:41

POEMA (CULINÁRIO)

 

A margem da lei era escura

e assiduamente canina.

A beira do abismo amarela.

Insistiu até comer toda a beira do vômito.

 

 
A FLOR DE MALLARMÉ PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 12 Agosto 2013 19:40

Quando numa tarde meio estéril, nevoenta (londrina, nervosa) de Oxford, heroica doutores curiosados retóricos por cátedras nutridos, engordados por letras e lipídios (alfabetizados com biges e bacon matinal) pela classe do clima crismados, aperfeiçoados pelo brutal ansioso, substancial, doentio e adjetivo conservadorismo britânico e atual indagaram a Mallarmé sobre a situação da poesia, ele disparou. “De fato (e direito tendes a ouví-lo) trago notícias esplendorosas. Jamais se viu caso assim: Tocou-se o verso”. A virgindade da poesia foi-se. Decepou-a (estuprou-a) a foice do tempo pedófilo afiada contra a inocência perigosa da palavra. O testítulo do verbo, corda da harpa poética, cortaram.

 
O FUTURO NÃO É ASSÍRIO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 12 Agosto 2013 19:36

Isaías, filho de Amós, orou ao Senhor

prédicas vazaram do seu coração altivo

voaram de sua garganta diatribes duras

perorou ao Senhor dos Exércitos metafísicos

aos comboios angélicos perorou.

 
MORTE DE NERVAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 06 Agosto 2013 20:47

Nerval se enforcou no início da manhã.

nun cruel abril com um pano de avental

(ou colar de linho da rainha de Sabá).

Em um gradil no fundo da escada de ferro

que leva à rue de la Tuerie em Paris.

(Seu corpo ficou balouçando como num poste

tempestuoso candelabro).

 
MEU VERBO É DE BARCO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 06 Agosto 2013 20:46

Duas e meia da manhã (de 28 de agosto/2011) gripado

em plena posse da insônia, sob vigência da vigília dura

e das pálpebras sem sigilo e pensando declaro

 

 
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