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POEMA SÚBITO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Sobre terra viçam

laranjas e cavalos

e lábios das mulheres pulsam

como falos úmidos

 
SACROS CÃES PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Cães do púlpito gotejam prédica e saliva, em mistura mínima

à procissão gótica de seus instintos se devotam

pantanosos cães da imobilidade crua adoecem

cães odorosos de cujos lábios rebentam

 
RESISTA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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“Eu anotava silêncios (passeando pelo acaso).

Noites e sensações cinzentas, fixava (no ocaso).

O inexprimível fixo levava ao íntimo. Agarrava as vertigens com ardor”.

De Alquimia do verbo/Rimbaud

 
O POEMA ABSOLUTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(especial para o grupo teoria e prática da poesia absoluta).

O poema absoluto na realidade é hipnótico. À primeira vista, estranho, tende-se a afastá-lo de si, dos olhos e mentes leitoras.

 
POEMAS QUE A NOITE UIVA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Gusanos nos acreditam frutas

açougues, renúncias.

Por que choram anjos?

Suas lágrimas enchem bacias de mágoas.

 
POEMA INCOMPLETO DOIS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(DA HORA DO ÂNGELUS DE UM ADRO DE 2000)

ao cruel abril da página

Vocábulos de cavalo (e ternura) me chegaram

à boca incompreendida (ou selvagem)

esperei na página urgente vertigem

 
ESSES CÍRCULOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Cabedal de luzes, abdul de cinzas

esses lentos círculos prologando abismos

concuspiscentes e carnívoras carolas puras

tribos de esmeraldas, dádiva de diamantes

 
V OU POEMA 99 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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V. não é poeta, falo de V., o de único-conto que morreu ontem

e de seu oco-cântico, do seu canto estreito via

pela qual lhe lançou o mundo bastas ilusões perdidas

crenças assimétricas, visões rebuscadas em uísques baratos

 
DESOLHAR PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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As escarpas belas do teu olhar alpino

(olhar lateral é a da real

e insincera leitora)

lábio sujo com úmida pertinácia

 
MANDELSTAN DIXIT PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A citação do poeta russo Mandelstan, no meu 2º ou  3º livro, dos idos de 1983, foi uma indicação de que não me curvaria a pressões para enveredar pelos caminhos comuns do verso medido e rimado, do retorno à forma herdada e conservada quase automaticamente por quem se diga poeta, hoje... e ontem.

 
RIDICULUS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Na poesia absoluta, repete-se apenas a ideia mallarmeana de que o verso constitui in totum uma palavra e que o mundo termina num livro (contém-no e o incontém), independentemente da ideia em que subjaza.

 

 
POESIA ABERRANTE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A resultante da filosofia americana do século XX, a vertente pragmatista, que privilegia o senso comum, a vida prática, a ação técnica, marcada pela reflexão sobre o poder das crenças, da fé, e pela vontade de elaborar e estimular hábitos de racionalidade, voltada a ancorar e desenvolver e fortalecer a conduta das novas elites na direção de novas e concretas verdades capitalizáveis.

 
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