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PoesiAbsoluta
DESENHAR O MUNDO COMO DESIGNE OU DESÍGNIO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Cláudio Veras

O mundo, de fato, é um só, porém sua unidade deve ser encarada como uma disposição (as coisas como são ou como se nos apresentam) e não como um desígnio (as coisas como o eu as distinga, como eus e outros as foquem, como leitor modele, esclareça, aceite, isto é, de modo peculiar).

 
POESIA ABSOLUTA: (IN)EXPLICAÇÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Cláudio Veras

 

A Poesia Absoluta provém de um pensamento emaranhado, tal como o demonstrou o Prof. Admmauro Gommes, no livro A estranha poesia de VCA (edições Bagaço/Ideia).

 
SENTIDO DO POEMA ABSOLUTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Os sentidos do poema absoluto são muitos. Tantos que o tornam insensível. Não existem fórmulas, metodologias, sistemas que o abarquem, que os reúnam tais sentidos ou o expressem. Todo poema absoluto é visionário. E extremo. Declaradamente meio abstrato.

 
ADVERTÂNCIA (SEM ADVENTO) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Tanto o mundo sublunar

quanto a existência solar

são mais precários do que Deus

 

(que não nos ama tanto assim

e sempre nos deleta

cessa nosso fôlego

com a amargura do sopro (inverso – e prosaico)

arrancado de nosso peito

suprimido de nossas bocas

(ou narinas esmas).

 

 
POIS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Pois tudo está escrito (desde Malba Tahan)

ato a ato contabilizado

pecado a pecado, maléfico e maléfico maiêutico

nos borradores e currículos (portfólios irados)

nos livros das razões da ira de Deus (amém)

lavrados, atados, sem prece ou perdão.

 

 
DESAUTOMATIZAÇÃO DA LINGUAGEM: LITERATURA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O uso comum, normal, ordinário, habitual da língua faz-se com que a usemos automaticamente, por hábito. E mesmo inconscientemente, no sentido de reflexo e condicionamento, no sentido pavloviano. (O que é método assaz usado para automatizar de imediato especulador). Facilidade. Aptidão. Habilidade. O que seja comum é geral, fácil. De entender, responder, comunicar.

 
BALELA VIGENDO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O estudo centenário (detido, preciso, aritmético) do verso como combinação de fonemas formando sílabas, estas manipuladas para montarem palavras concatenadas e “trenadas”, isto é, construindo sintagmas e versos ritmados, medidos, soníferos, em suma. Nada disso interessa hoje, de há mais de cem anos.

No poema, deve-se considerar só a palavra. Poema se faz com palavras, não com ideias (ou outras coisitas mais), dixit Mallarmé.

 
PARA MURILO GUN, POR SUAS INCOMENSURÁVEIS VITÓRIAS PARA CLÁUDIO CORRÊA DE ARAÚJO NETO, EXEMPLO E CARNE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Para o velho amigo

ceo das empresas de Baco na Terra

vinhateiro progressista

visionário da vide nordestina

que das águas do São Francisco

retirou as uvas

 
NU (TRÂNSITO) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Nu saí do ventre mãe

nu vim do úmido útero

para o trânsito (engarrafado

do perigoso mundo)

 
DESEJO MOVE O MUNDO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Ambrosia da lisonja embriaga

mais que cocaína da inveja

ou néctar turvo da vaidade.

 

 
IDEIA DE POEMA ABSOLUTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Cláudio Veras

A ideia de que poema é harmonia, identidade calma, unidade prima é uma droga. Poema é todo, qualquer e nenhum lugar. Poema é antitempo. É não-lugar também. É salto hermenêutico. Quântico-alquímico. Algo sem continuidade prima incoerente ao máximo. Sem mínima regularidade. De ritmo selvagem. Sem nada, nada daquilo que leitor (brasileiro) goste.

 

 

 

 
INTROITO VITAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A simetria implacável do poema

dividido em retangulozinhos de 3,4,5,6 e 7 versos

(próprios da sublime poesia popular

da tradição cordelista e declamatória

de extração medieval lusa) é intolerável

hoje, agora (século XXI).

 
AVISO: PARAÍSO FECHADO (NÃO PARA REFORMAS) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Saibas, leitora ínvia, que Deus (hábil sábio) fechou o paraíso (quando desde a expulsão de Eva e Adão – seus sublevados filhos falhos, jogou as chaves fora – e deixou placa avisando o terrível fato na entrada do Purgatório (explicando ao adentrar aqui deixe do lado de fora qualquer esperança de salvação) ou edênica pretensão).

 
REALIDADE (2) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Por minha estada (amara ou algo parcamente dulce)

do mundo nada receberei de brinde

(a não ser a mortalidade, kit que desde

o berço vem anexo  à sina ou alma – ou debênture do útero)

nada, absolutamente nada, levarei (ressarcimento?)

 
AVÍNCULO VITAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Cláudio Veras

É visível na poesia que VCA usa em seu poema que o vínculo sintático é desprezível em benefício do verso. Que ele escreve, grafa a palavra como lhe doa, sem obediência a regras bastas, clássicas, rígidas: v.g. neoposmoderno (onde os hífens?). Já o sentido do poema, esse coitado, foi pro beleleu há muito. Nem se comenta. Se a poesia é inútil, VCA a faz menos útil ainda. Nisso segue, Leminsky: inutensílio. Então, norma, nexos, genitivos, acecipesvérbicos, conectivos turbo, tudo é plausível mas dispensável. VCA, em lugar de elos sintáticos, utiliza nexos imagéticos. Com clareza imperturbável.

 
MESSE HUMANÍSTICA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A forja do mundo moderno (aquele que se alicerçou desde Grécia, Roma, Idade Média e engravidou o futuro, que é o agora) foi instalada no distante século XIV (o prenúncio das grandes navegações já ativo).

A sociedade feudal (tão arrumada, bem estabelecida, persistente), os barões e os servos de gleba, toda a estrutura sócio-econômica e cultural da sociedade feudal (medieval) foi colocada em cheque (mate a médio prazo) pela ascensão da classe comercial e dos seus financiadores, os banqueiros de cuja inversão de capital brotaram as navegações e descobertas (inclusive do novo mundo, a América), empresa de alargamento das fronteiras comerciais do mundo financiada pelos banqueiros (dos países baixos) holandeses (e italianos, das várias e opulentas cidades-estados). Tal como Recife obra de Nassau financiada pelos banqueiros batavos da Cia das Indias Ocidentais.

 
(DES)ENTENDIMENTO POÉTICO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Na página, mármore, poeta cinzela (plasma sígnicos sentimentos), lança nesse pétreo mar branco sua rede de metáfora, apanha o peixe-sintagama, e do cardume de significantes içado arma o poema, objeto terreno e alado.

 

Ou sobre o branco da página se debruça, arranja o texto como quem a tela com tino pincela, mancha gráfica que sobre é o poema.

 

 
APÓS aos pós PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Depois de inúteis milênios

de rastros, soledades, estações

depois de ministérios e migrações

de desesperos e admoestações

depois de mortes aborrecidas

e tintas enamoradas

 
PELO DESEJO (DÍSTICOS EXTÁTICOS) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Resvalo pela tarde como o cansaço

na piedade de um declive

 

cruéis fragmentos de abril

deixei ao largo do caminho

 

 
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