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PoesiAbsoluta
DOM NOTURNO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Noite dom féerico, traste escuro

janela para ler estrelas, considerá-las todas

e contemplar a alma de que é irmã

 
3 POEMAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Através da veia vem o poema

direto à página suja da vida

se locupleta do insosso leitor

 
SER VEJA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Leveduras de ser, vargens, vozes, veludos

vozerio de gafanhoto e navio

primaveras adiadas, lacustres andorinhas

 
ID USINA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A verdade, a beleza, a estética, o real perfeito ou perfeição real da existência, tudo acontecendo de pronto ao redor do sujeito que somos... e em detrimento do objeto, é o em que consiste a identidade, esse peso vagaroso e suportável.

 
O VERBO É NOTURNO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Poemas são palavras espetadas na cerâmica do céu.

Palavras desesperadas por um sentido ou

luz macia (como doces para bocas)

 
DEZ MONÓSTICOS VITAIS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Silêncio de garça é branco

Alma de etílope leve como vento norte.

A oeste do paraíso está o inferno.

 
VITAL CORRÊA E O SIGNIFICADO NA POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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RAÇÃO DE SOMBRA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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“De vez em quando a insônia vibra

com nitidez de sinos”

e cristais recrutam a impossibilidade da linguagem

para fazer cirandas de andorinhas (e poesia)

 
VÉRTICE BRANCO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(ou flauta de osso)

Das sonoras vértebras do silêncio

demoram-se as melodias do ocaso

a medula do grito encaracolada

 
PORNOGRAFIA FLORAL OU EDUCAÇÃO SEXUAL PELO PÁSSARO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(pra não dizer pelo pênis)

Cópula do lótus com a abelha

do junco com o vento úmido

do bentevi com a papoula nua

 
POEMAS DAMOR TRISTE OU MORTE DOS OLHOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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No cálix de tua sede busco

regalo de dor, ápice do amor úmido.

 
POEMA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Ao palor da noite, a selvageria do vento.

O sono que era sofrimento e pássaros

recusando o cântico áulico.

 
QUATRO POEMAS NO CAFÉ PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Fogo heráldico lentamente consome

nobres esquálidos.

Os poucos que restaram.

 
PODRE UTOPIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Utopia desprezada, desacreditada. A utopia está enferma, é o cadáver insuperável de nossa hora. Quem dum remoto futuro foi rainha... hoje deposta, esquelética, agora quase morta.

 
DESCRENÇAS (OU DEZ CRENÇAS) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Creio em geometrias moribundas

esculturas de sarças fumegando

ladainhas de urze sarracena

 
A POESIA DE VITAL CORRÊA DE ARAÚJO 2016 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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LENTO SAL SOL RECLUSO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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às fábricas da aurora

Ouro vago da sombra

que tarde enclausura

na cloaca dos escombros

 
[ CÍVICACENA ] PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Empampanoado Alcebíades adentra

o receptáculo do ébrio banquete

simpósio da náusea, envelope aberto

flautistas o cercam, o palavrório agita

 
DOIS POEMAS DE DEZEMBRO 2010 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Trípodes de ouro habitam frontões

do pináculo do templo vitória de mármore branco

em voo de plena glória flagrada

soberbo gesto do ar coagulado

 
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