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PoesiAbsoluta
SONETO PRIMEIRO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Sibilas se alimentam de hibiscos.

E exalam profecias de acrílico.

Moiras nutrem-se de tâmaras desertas

 
ALIENAÇÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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a St-John Perse

de iniludível expressão

 
IMAGEM E DESEJO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Eis a palavra que profetas abandonaram

migalhas de desertas bodas de areias e tempo furado

nuas lamentações e infiéis dos seres.

 

 
SOB CHUVA DE JANEIRO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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De invisíveis dons prover a mão

que a pena envergue o mundo

(alveje escuro coração

 
SIGNOS CEGOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Sobre alicerces de ossos ergueram-se

palácios eslavos, edifícios de dor

solúveis topázios extraíram do enxofre seiva de pedra

abismos humanos edificaram-se enquanto signos

 
POEMAS IN PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Prece açoita orelha

boca acoita reza.

Noite não tem sentido

macula a voz com jorros

 
A REALIDADE É A MORTE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O ouro tornou-se noturno e doloroso

já escasseia sono nos olhos insano

enquanto a solidão se apura

 
ÓBVIO ULULA NO PARQUE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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ao meio-dia

Genitálias expostas

na praça púbica

 
(À primeira leitora dessa manhã feia de agosto) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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De quando vieram as quimeras?

E os surdos decretos da ilusão donde brotaram

e quem levianamente os promulgou?

 
EIS O TEMPO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Este é o poema visceral e inteiro

das prédicas mui transitivas

e do gosto ornamental, a terna veste

 
O QUE ESTÁS LENDO COMO LÊS QUANDO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Um livro chamado de poesia não é um livro (a não ser que não seja de poesia, embora colete poemas). Se algum leitor o considera livro... e de poemas é que este sucumbiu a uma ordem falsa... e não tem mais salvação literária.

 
MÚSICA SELVAGEM PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Baías se afogam no próprio estranho nitrato

musgo se engasgam com feldspatos

bombas bebem sais abstratos

perfumes endeusam átrio de narinas

 
DO QUE VIRÁ PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Do coração agreste das estrelas vem cor cósmica

eco cristalino da luz se esgueira

vem a sílaba da última ladainha

(uivo devoto que aviva a alma)

 
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