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PoesiAbsoluta
NOME ÁSPERA SEM FRONTEIRAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A oeste do paraíso, está a náusea

vigem subterfúgios, salamaleques balançam

e relógios vomitam horas ímpias e dolosas

 
VCA POR ELE MESMO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Como a Valéry, os acontecimentos aborrecem VCA e perturbam severamente a atividade de combinar insólitas palavras solitários ou não.

 
SOB CÉU ESCURO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Sob céu escuro

atravessado de luzes enfermas

a noite assume ar prostituído

 
O AMOR PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Amantes não são feitos de mármore

(frutos de entalhes e sacrifícios vitais)

não os cumulam anelos frágeis

 
U(POEMA) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Turbas urbanas abandono

busco das agrárias nascentes

demônios rurais

 
APTO BRILHO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Ela via muro saqueado de musgo

respiração do bolor, vândala

tibieza das coisas totalitárias (acerando o macio)

 
NO ENTANTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Palavras que a vida mais do que o dicionário lhe dá recomendando ainda que use mais de silêncio que de palavras. CDA

 
BELEZA ABSOLUTA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Narciso perde-se na busca

da beleza absoluta e se consuma

no recôndito sítio e impuro

 
ROSA NÃO RASTEJA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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À flor que se eleve

da haste que rasteja

desde a seiva viva

 
DÉCIMO POEMA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Luz é raiz... e âncora de matiz quântico.

Cultivo um jardim de raiva no escuro.

Só à república de triângulos resisto.

 
PREDICADOS VITAIS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Vidro áspero de inóspito azul

possuo.

Quando cabralianamente compõe poemas, Valéry

fuzila: os acontecimento me aborrecem.

 
DIÁLOGO DO PRADO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O único diálogo socrático

que tem por cenário o campo

ocorre quando Platão encontra

 
RUMOR RUMORES PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Rumor contagiou de câmaras a tarde

declinada sobre os olhos do sono

a instigar íris mortíferas da noite.

 
SONHO DE CERA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(Como cera sustentando sonho de Icaro)

luz esquálida e total derramada

da bacia inerte do planeta

 
DESESPERO DE PAZ PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Em toda a vasta antiguidade, levada pelos ventos mediterrâneos, ressoava a má nova e, respeitosos, gregos e romanos ouviam, impassíveis e doloridos, o grito  que varria as águas e fazia eco nos velhos armazéns da alma: o grande Pã morreu!

 
1968 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Quem usurpou as orquestras

e embriagou caminhos?

Quem emudeceu  as sementes

 
QUESTÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A tona da verdade (como a beira do

inferno ou a borda do abismo) não é redonda.

Qual a cor e o jeito dela?

 
TIME POÉTICO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Criatura de pó e pluma.

Isso é luz ou ouro?

Trêmula flauta de osso.

 
VITALIANAS NOVAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Afogue e ganso no hímen do abismo.

Venda a vida à vista, mas dê o necessário

desconto temporário.

 
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