Murilo Gun

Admmauro Gomes

Quem está online

Temos 58 visitantes em linha

Enquete

O que você achou do nosso site ?
 

Assista

Parceiros

Siga-nos



PoesiAbsoluta
SOBRE UM CORAÇÃO DE AREIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Ângelo Monteiro

“Coração de Areia”, de Vital Corrêa de Araújo, em cujo título se conjugam o clássico órgão do sentimento e a idéia do barro (areia) como constituição do homem, parece um sinal de oposição à onda cientificista e tecnicista dominante, como a única esperança sobrevivente aos homens ocos de sua verdadeira substância: mais do que a racionalidade, a sua própria capacidade de resistir ao tempo e de sobrepor-se à finitude, em seu pulsar agônico para o eterno. “Desafinado coração/imperfeito veículo dos meus dias”.

 

 
Prezado Poeta Guilherme Wanderley PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Rilke, dirigindo-se a um jovem poeta (ou iniciante desse ofício vital, que é a poesia: não só uma via para conhecer o mundo e a vida, pelo prisma da beleza estética, mas para reconhecer-se a você mesmo, pelo ângulo do reflexo que a palavra poética causa na alma) seriava algumas experiências prévias necessárias, embora não suficientes, cuja vivencia embasava a escrita da poesia, pelo poema. Não um receituário técnico ou formal, mas ideológico, fundado na vida prática, que não listo, por ser já um lugar comum.

 
PROMETEU E NOSSOS TEMPO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Vital Corrêa de Araújo

Os extremos se tocam, as contradições se amam, os cenários díspares se harmonizam no conjunto da tragédia clássica (e humana).

A miséria do homem, em sua mais triste expressão, se converte em grandeza face à força catárquica do teatro da antiguidade.

A plenitude da vida está no desespero, mas há sempre algo de humano que perdura, em meio às forças da desesperança, desagregadoras do espírito, e que transforma as derrotas em vitórias, a tristeza em exultação, a dor em alegria plena.

 
DEPOIMENTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Em VCA, a poesia não participante (aparentemente ou não) do mundo, mas votada ao próprio umbigo literário, que vai às profundezas da imaginação e delas retira a essência da palavra, não do mundo; que manipula significantes, desprezando (ou marginalizando) significados, é a que se impõe. E esta é real e linguisticamente poesia. Porque poesia lida com palavras e não com ideias (políticas, sociais, sociológicas, filosóficas...)

 
DE BULIMIA E ... PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Messe do abismo obtenho

das colheitas noturnas

(e do britânico fruto da treva)

após um dia pleno

de catástrofes azuis

e sinais (ou signais) digitais aziagos

(ou cardio-digitálicos).

 
CREPÚSCULO DE GARANHUNS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

ÓTICO ALTO ESPETÁCULO

 

Do meu silo de silêncio

silêncio que é o cereal da alma

da cela (com cilício) do Mosteiro

do pote de solidão verde ébrio

e da beleza embriagado contemplo

 
O CRÍTICO ÁLVARO LINS – I PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Num país em que a literatura, a cultura literária, perde espaço progressivamente na proporção direta do progresso material, não surpreende o esquecimento que envolveu o nome e a obra de Álvaro Lins, por largos anos, que só agora começou a ser revisitado, graças a uma conjunção feliz que uniu dois caruaruenses, Fernando Lyra (presidente) e Humberto França (diretor) da FUNDAJ, que tomaram a si a tarefa orgulhosa de levantar o véu – quebrar a pátina – e mostrar aos céus o valor desse grande intelectual brasileiro e universal, o também caruaruense Álvaro Lins, crítico de quatro costados e ene recursos, dinâmico e afável, sobretudo, coerente e batalhador.

 
DESSAVESSANDO O AVESSO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

BEZERRA DE LEMOS

“A crítica costuma não confundir a obra literária com seu autor. São dois elementos distintos, que se confirmam com a “Autopsicografia”, de Fernando Pessoa, e a “Filosofia da Composição”, de Edgard Allan Poe. Todavia se faz necessário associar a obra vitalina ao Vital, seu criador e, por extensão, compará-lo aos deuses do Olimpo, na Grécia, notadamente à Érebo, que se uniu com a noite para procriar. Esse deus é anterior à antiguidade: ele produz ou inspira invisível simpatia entre os seres. Aproxima, une, mistura, multiplica. É o deus da afinidade universal. Invencível. Nenhum ser pode furtar-se à sua influência ou ao seu poder. Esta é a descrição do amigo e poeta Vital Corrêa.

 
CONFESSO (0) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Na poesia absoluta, no seu exercício, na sua compulsão e vertigem do verbo, dou vazão a mim (mesmo) e a mim não o mesmo (ao mim outro, a algum eu não vital); dou plena vazão a minhas fantasias, pulsões (boas ou más) e desejos (geralmente eróticos demais).

E invalido o poema.

 

 
Coisas da arte e da política PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Luciano Siqueira

Publicado no portal Vermelho www.vermelho.org.br

No pavilhão dos presos políticos, em Itamaracá, meados dos anos 70, éramos requisitados por companheiros poetas e contistas para ler seus originais. Sustentávamos intermináveis diálogos sobre conteúdo e forma - sem qualquer conhecimento da teoria literária. É que se sentiam confortados – diziam - com o depoimento de alguém que lhes transmitia uma percepção intuitiva, despida de filigranas próprias de especialistas.

 
POEMA TRISTE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Anagra godofreda

de venta elefantina

onde trafegam

imensos mausodores

gônadas incomensuráveis ignoradas

e gradis onde se aprisionavam mônadas

gredas intranqüilas além

 
TEXTO SOB BOMBA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Vital Correa de Araújo

Aquele texto sânscrito, antiqüíssimo, cravou-se em minha curiosidade cravejada de pérolas áridas e do brilho de mistérios percorrida, e comecei a faina hermenêutica, instrumentado de bússolas e coivaras, cinzéis filológicos e buris hebraicos, e tratados de exegeses lingüísticas, além de uma ruma de dicionários, compêndios de cabalas, contos aramaicos, que me amealhavam o rosto empilhado na mesa distante.

 
DECLARAÇÃO RESPONDÍVEL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

ECLARAÇÃO    ESPONDÍVEL

CLARAÇÃO        PONDÍVEL

AÇÃO                   ÍVEL

A poesia moderna (séc XX)

desova libelos

ovula imperfeições precisas

 

 
CRÔNICA SOCIAL EM PERNAMBUCO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

O jornalismo social resenha de acontecimentos da sociedade, em que pontificaram no passado Alex, Zózimo, Ibrahim Sued), de Pernambuco é sólido, avançado, bem escrito – lá pulula o noticiário refinado e bem informado político, econômico, literário, cultural. A excelência hoje alcançada se deve a dois nomes de peso (os melhores no gênero do jornalismo brasileiro): João Alberto e Alex. Este dedicado hoje à Academia Pernambucana de Letras.

 
(POEMA PROIBIDO PARA MULHERES ANTES DOS SESSENTA) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

DESEJO PURO

Após os sessenta, as seivas se iluminam

os hormônios erguem muralhas contra o desencanto

as entranhas tornam-se fluentes

rios de anelos adivinham novas volúpias

êxtases adormecidos acordam sedentos

saltam da alma para o firme corpo

por tantos gozos e dores extremado.

 

 
NO PRINCÍPIO, FOI O ALEPH PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

 

O principio de tudo foi O Aleph, livro escrito entre 1993 e 1969. Quando chegou ao Brasil, nos anos 60, Jorge Luis Borges já era conhecido de uma intelectualidade mas, a partir de então, passou a ser parte das discussões de uma juventude ainda sufocada por uma ditadura militar e que teimava em mergulha naquela ficção tão fantástica que parecia estar tratando da sociedade brasileira.

 
CORAÇÃO DE AREIA É POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque

Vital Corrêa de Araújo – Coração de Areia – FUNDARPE

É encantador o Coração de Areia de Vital Corrêa de Araújo, livro de poemas lançado pela Fundarpe. Concebido com apuro de quem enxugou léguas de palavras, estrutura-se, com consistência, em torno de um tema-título que se desdobra ao longo do livro, em cascatas de metáforas e símbolos. Harmoniosa sua poesia flui com naturalidade entre conceitos concretos – quase rudes – e imagens abstratas e sutis. Infinitamente sutis:  “...órgão oco e muscular, habitante da cave do tórax e bebedor de sangue...”

 
CONCEITOS PARA ALICERCE DA POESIA ABSOLUTA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

A poesia não é do reino das ideias deste mundo.

A poesia é o nascimento da palavra. Seu reino

é no homem (capaz do expandir a mente).

A poesia é o império do imaginário.

A prevalência da imaginação sobre a sensação

A existência (é) das palavras.

O ser é uma palavra. Deus, outra

As substâncias são palavras.

 
CLAMOR DO CIO E PROCELA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

(na fértil Ítaca diariamente

Penélope copula com príncipes).

 

Procela moral

sobre Ítaca se abateu

 

 
<< Início < Anterior 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 Seguinte > Final >>

Pág. 47 de 56

INFORMA GARANHUNS

Jornal O Monitor

Revista Urubu

Singular

Papel Jornal

Textos Agrestes