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PoesiAbsoluta
BRINDE À TAÇA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A essa forma de prece e alvorada

a esse continente de sede e sonho

o mais puro brinde ergo

brando o trago mais profundo.

 

 
BARES AMAM ÉBRIOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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a Edgard, à tarde, a ébrios

 

Ébrios amam bares, neles

sede imortal derramam

 

sob atônita emanação

de hinos atonais

 
ALTIVA SERVIDÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Ama o doce macio e a sombra fresca

do milho (a bonecar o brilho)

devoto da mística inconsciência

e do rumor branco do bocejo rude

e franco, do olhar secreto

 
A poesia de Vital um enigma a ser decifrado PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A poesia de Vital

um enigma a ser decifrado

 
SOBRE UM POEMA PERFEITO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Poema conjetural é um poema com 44 versos, distribuídos em 2 estrofes (uma, com 38, outra, com 6 versos), vazado em endecassílabos, em métrica espanhola.

O poema pode ser dividido em 10 blocos nítidos, constituídos pelos versos 1/5, 6/12, 13/17, 18/21, 22/24, 25/27, 28/31, 31/35, 36/38 e, última e segunda estrofe, versos 39/44.

 

 
REFLEXÃO DE DENTRO PARA FORA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(A nova natureza do homem)

 

Compomos uma sociedade tecnologizada, cuja característica aparente principal situa-se no âmbito da difusão e produção de imagens e informações.

De ídolos e simulacros somos férteis. Leibniz amaria viver essa hora de intempéries do homem.

 

 
O QUE HAVIA NO MEIO DO CAMINHO (?) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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No poema que abriu seu primeiro livro – Alguma Poesia (1930), título já prenunciando a arguta ironia drummondiana – Carlos Drummond de Andrade afirmou: “Quando nasci, um anjo torto/desses que vivem na sombra, disse:/ vai, Carlos, ser gauche na vida”. Gauche, de origem francesa, equivale em português a “esquerdo ou acanhado”. Anunciava assim de modo doloroso, mas claro, o poeta que estava chegando, um ser avesso, inadaptado à realidade comum, como sóe de ser o poeta.

 

 
ANÍBAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A destruição de Cartago

fogo cartaginês virando cinza

foi-se como nuvem do céu vadio

crepitou o túmulo de Aníbal

seus ossos tornaram-se pássaros

 
TRINTA E CINCO POEMAS PARA ALBERTO E CYANE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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TÁBULA DEDICATORIAL

Aos sais cerimoniais e às rimas fáceis

ao zênite que sorri das alturas

ao oriente noturno, ao norte da treva

ao nadir do nada, ao devoto da dúvida

 
VERTENTES EM ALTA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Envolta em matilha de brilho, com níveos dedos-rosa, em riste a cor que Febo semeia, a manhã avança e junca de claridade a terra (a treva desanca); das aves o coro de arrulhos acorda o mundo todo, do mar ao sertão o agreste incêndio do sol benzendo o vivo; o ruído dos arroios (incluindo o córrego dos Coqueiros, que do balde do açude eleva a harmonia aquática ao ouvido das nuvens) brota com o  rosto da aurora; a flora, o zéfiro, a água, o vento, a voz, o céu bradam, e as cores do grito, e o vôo da luz, inundam ruas e jasmins; a latada de cidreira, o abraço da malva, os gerúndios de mostarda, batalhões de camomila, alfarrábios de lírio, bálsamos de alfazema, tulhas de ervas doces ,redondilhas de flores, dançante zumbir de abelhas, néctares voando, pólens sorrindo, tudo une e anuncia a manhã que desponta, pressurosa e ridente, em Vertentes, terra da palavra e do coração, seiva e lume, corça e gume, leito e sono, sonho e nume, graça sem sombra, silêncio que fulge, aroma armazenado no ar montanhoso, respiração de pássaro, Vertentes, onde a lua vem dormir e onde o sol acampado espera, noturno lince, o sono lunar, para seu rosto  vertentense exibir à vida, abrir ao mundo o sorriso lúcido, o cintilante esgar do céu jogar em ímpetos quânticos; enquanto o cântico dos regatos sobe, raios certeiros do Júpiter agrestino acertam o peito da cidade-mãe.

 
Separar o poeta do leitor ou do não poeta PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Separar o poeta do leitor ou do não poeta

é difícil, porém necessário.

 

O poema começa finito, relativo

situado, datado... e vai além

da caneta ou do teclado

(poeta absoluto é triste. E íngreme).

Poeta que inventa o que não cessa de ser

o que não teme o relativo

ou a fronteira, ou o limite falso (fácil

que é o mesmo)

que excele, excede até

que reste o absoluto.

 
TABU FINDO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Jacques Ribemboim, presidente da CIVITATE, entidade com sede na Rua Velha que se dedica a recuperar e preservar a riqueza urbana daquela área depois da Ponte Velha, teve a idéia mais do que brilhante de desmistificar a velhice – ou idosidade, como chamo – recolhendo depoimentos, relatos, contos, poemas, narrativas sobre a “boa idade”, vista sob ângulo vário, de modo a estraçalhar o tabu que a cerca e destituí-la dos aspectos negativos e das características de fraqueza e desambição de que a acoimam velhos e jovens. Já no prelo, o livro “O fim da velhice” representará um documento contundente, literário, esclarecedor e definitivo sobre as benesses, os recursos, as “facilidades” da época “após os sessenta”.

 

 
PROJETO BORGES 100 ANOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Labirintos são tigres no espelho

Há exatos noventa anos, um tal de Jorge Borges H., em Buenos Aires, publicou uma tradução do conto O Príncipe Feliz, de Oscar Wilde. Todos os amigos cumprimentaram o professor de Psicologia e Inglês, Jorge Borges Haslan, pelo feito.

 
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