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PoesiAbsoluta
A POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A palavra anima a coisa

(não a alma)

retrata-a mas completa

desvenda-a e oculta

recebe-a e escande

oraliza e substantiva

adjetiva e adverbializa

a coisa

a poesia.

 

(contribuição para o laudo

tanatoscópico do verbo)

 

 

 

 

 

 

 
A POESIA MODERNA COMO REFLEXO DO ID PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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É isenta de forma (fixa), é metamorfose ou disforme, tem a forma por vir, é protêutica (como Proteu, adquire forma que lhe sirva). Renuncia ou desdenha dos princípios que norteiam a poesia bem comportada do superego. Por isso é anárquica, maleducada, brusca, um pouco má até, inconveniente sim, para milhões de leitores habituados com as baboseiras prosaicas de sempre (arrumadinhos de rima, facilitário do entendimento, capricho métrico, ábaco sempre repreendendo o espírito e calculando as medidas da página, combatendo a desmesura e o pé quebrado, pois a clínica ortopédica da palavra fecha nas emergências).

 

 
A NOVA NATUREZA DO HOMEM PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Compomos uma sociedade tecnologizada, cuja característica aparente principal situa-se no âmbito da difusão e produção de imagens e informações.

De ídolos e simulacros somos férteis. Leibniz amaria viver essa hora de intempéries do homem.

No caso do Brasil, nos encontramos na periferia desse contexto, cuja ponta está nos Estados Unidos, Ásia e Europa. Computadores, notebooks, smartfones, games, celulares, tipo iphone (2G, 3G, 3GS), tablets são ídolos dessa nova crença tecnológica. Comportamo-nos como crianças operando chips, calculando tarifas adequadas, acompanhando gerações e exibindo essas nanomáquinas (de bolso e alma), que nos inserem na tecnosfera e nos convidam a realidades virtuais sofisticadas, aceleradas e mesmo desconcertantes.

 
A IMAGINAÇÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Vital Corrêa de Araújo

A imaginação é o nome dado à faculdade de ir além das jaulas da razão (que quanto mais bem educada, fincada no espírito, pior). É liberdade liberdade. É ver cada aspecto, cada ângulo, nuance, detalhe inesperado e o todo da coisa, do mundo, de si e do outro, de modo quase exclusivo, peculiar (não pessoal exatamente). Através da imaginação chega-se facilmente à compreensão melhor do universo, conhece-se melhor e mais detidamente a si mesmo. É captar direta e mais, mais profundamente a vida. Tudo isso sem delongas de explicação plausível. A tal plausibilidade do explícito escancarado é um saco (arrancado). A inconsciência do significado é vital. É a fonte da usina que move o poeta. É evitar o banal e o normal tedioso. O claro meridiano, a aparência reluzindo (ou não).

 
ESCOLHA A FRASE MAIS SUA (OU CRUA) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Tudo erodia o homem

não macio fosse o amor.

 

Não me aprouve viver prosa.

 

Não me seduzem causas lineares

episódios domésticos, batalhas interiores

orquídeas sem datas, cores espasmódicas

vestígios anulares, incrustações úmidas

cavalos.

 
DOS OLHOS ABORTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Lastro espúrio, estalão desmoronando

como areia desenraizada

tolo ouro olho da quilha avara

de um diamante marinho

cemitério de náufragos brilhos

contemple antes que estrelas pereçam

e egos idólatras  todos congelem.

 
CONFISSÕES PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Confissões (de mim e dos outros)

ou memórias do cabide

onde dependuro meu ego vão

ou ideias brotadas

da bacia do inconsciente (desbordada)

tina que aduba de água cônica

a horta do outro em mim

para que frutos não se compadeçam

 

 
CÂNTICO NOVO (NOVO CÂNTICO) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Cláudio Veras

O poeta que, entre ocupações servis e cargos ou cangas da vida, mantém, ao longo do tempo, a poesia presente, revelando-se sensível e reativo perante os embates da vida, mesmo convertendo-os em lirismo sensual, amoroso às vezes filosófico, bem dá a medida do seu coração (entregue à fera voraz da vida).

Einstein afirmou que a experiência  mais marcante do humano, ou a que mais importância detém, é o mistério.

 
NOVOS PARADIGMAS DA POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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MÚSICA E POESIA

 

Por mas que tentamos, filósofo ou amadores da metafisica, pessoas cientes de que sua consciência excele, e são potentes à vitória (quase orgásmica) de pensamento sobre si mesmo, é inviável decifrar a existência.

Não havemos de deslindar o mistério dos fenômenos centrais (como a consciência em si independendo do corpo, em minha especial acepção a respeito) que existem fora do orgânico.

 
A ETERNIDADE É INÚTIL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(CRIAÇÃO DO HOMEM DERROTA DE DEUS)

 

Não há porque duvidar

da severidade humana

mas porque duvidar

da humanidade do homem

 

 
A NOVA POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O mais extraordinário salto de qualidade de que decorre uma nova síntese no processo de evolução cultural, no âmbito da arte em geral, revolução estética, que influiu consideravelmente nos campos social, psicológico e científico ( e setores tão distintos como arquitetura e filosofia), ocorreu no início do século XX.

Século XX que não começou, como se diz, no final da primeira guerra mundial. Iniciou-se com Picasso.

 
A linguagem é a usina me liberta o homem. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A linguagem é a usina me liberta o homem.                                                                          
capaz de dilatar ou encolher a roda do tempo.

 

Voz oval, cândido

de que nasce o espírito

cimo onde sombras tombem

beire o desespero e a bonança beire.

 
A FORMOSURA DO CREPÚSCULO DE GERANHUNS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Saio de Recife movido pela ânsia

invicta de galgar o planalto dos unhanhuns

e lá do bem alto ver o chão incendiado

que se chama Garanhuns.

 

 
É curioso ver como MCCA encara o passado que ela vive PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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É curioso ver como MCCA encara o passado que ela vive, come, cospe, mastiga, engole, vomita, ensaliva em suma com o sumo de sua adiposa volúpia e astutas mucosas cavalcantis.

Ela está sempre presente na ficção que cava e nela se enleia meio que protagonista. É a sobrinha em Luz do abismo, e a Maricotinha, em Olhos negros. Quem será em Matias?

Seu papel: dar viço, tensionar ou até relaxar o ambiente, as pessoas romanceadas, para que urrem nuas gozem.

Mas, Maria Cristina, adota uma estratégia ímpar.

 
DESDE RIMBAUD PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Desde que Rimbaud, com o demônio de seus sintagmas, chocou o pensamento lógico enlouquecido pelos “fósforos cantores”, nunca mais um estremecimento lírico deixou de percorrer as vértebras do verbo ou a espinha dorsal da alma do leitor poético.

A catarse ou o desprezo, a unção ou o protesto, o eterno ou o efêmero, a infinitude ou o limite percorrem os espíritos como espinhos de rosa e nunca mais a poesia deixou de ser divina de tanto humana que é desde Rimbaud.

 
CÍCERO FELIPE: UM RELÂMPAGO VERBAL. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Vital Corrêa de Araújo

Cicero Felipe (16 anos) é um Poeta. Ponto final. Digo, afirmo, confirmo, e assino em baixo. Pobre, jovem, interiorano, trabalhador desassalariado, lutador pelo pão diário, ao lado da mãe – Dona Mary -, uma verdadeira heroína nesse país de heroínas, mulheres que afrontem o destino madrasto, e vençam, pois a vitória está na dignidade da luta e no desabrochar dos filhos para a vida.

 
BARES AMAM ÉBRIOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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a Edgard, à tarde, a ébrios

 

Ébrios amam bares, neles

sede imortal derramam

 

sob atônita emanação

de hinos atonais

 
Escrevi algo sério que pareceu provocativo nas páginas valorosas de O Monitor PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrevi algo sério que pareceu provocativo nas páginas valorosas de O Monitor: que ninguém no Brasil sabe o que é poesia. Os milhares de livros ditos poéticos dos milhões de (mau) ditos poetas são outra coisa. Outra coisa apenas parecida com poesia. Escrevo muito (mas não o bastante), cerca de 12 a 15 livros a cada ano, desde que me instalei na cela (com cilício) do Mosteiro de São Bento, e agora no Castelo, em pleno acme da colina Quilombo próxima à Magano, a 1.080 metros acima do nível do mar de Boa Viagem onde vivo desde 1960. E onde fica (Av. Jequitinhonha) a Biblioteca Borges com seus (meus) 10.000 livros, ambiente que o artista garanhuense Daniel Santiago diz ser um poema ambiente para visitas dirigidas... de tão estranho, inusitado...e intrincadamente (des)arrumado. Em 1912, publiquei poucos, apenas nove: Ora pro nobis scania vabis, Ave sólida, Bando de mônadas, Crepúsculo do pênis, Kant não estuprou a camareira (foi firula do Lampe, o mordomo) Borges (Jorge Luís, portenho) e Eugénio (de Andrade, luso), Me mostre seu cu, A eternidade é inútil e Silo de silêncio, paiol de solidão.

 
A DIALÉTICA DO PLENO E DO VAZIO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Entre o impensado (o que não pode ou pôde ser pensado) e o impensável (ainda) corre uma dialética precisa. A do vazio e do pleno, da imobilidade diferença.

Entre o sujeito (eu, caniço, pensante, existo logo sou porque penso, pensando sou – só pensante, ou... etc) e o outro (impensável pensando) que não é nem sujeito nem objeto (do sujeito ou sujeito do objeto) mas é um (ou outro) outro, algo oculto, não morto, que é impulso, pulsão, navalha, bisturi, punhal, elã, vital instinto, violência, energia superconcentrica, desejo imortal, em suma: id. Eros e Thanatos amando-se. O id onipotente, onipresente ubíquo, total (deus). Entre esses dois extremos o anel da poesia.

 
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