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O QUE É ALMA? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Cláudio Veras

Matéria é energia condensada

 

Duplicata ou réplica do corpo físico (duplo ou

KA egípcio), corpo invisível ou corpo

psíquico (oposto ao físico e complementar, e

como campo invisível capaz de aparições entre

corpos físicos, no império da matéria.

 

 
O POETA E A CONCEPÇÃO DO MUNDO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Cláudio Veras (Heidelberg)

Combato, de modo renhido e extremo, a ilusão de representatividade clássica, da representação do homem, da sociedade, da vida, do ser via poética. Filósofo (ou sociólogo, isto é, a filosofia, a sociologia, a psicologia, a antropologia e não o poeta devem tratar da questão de apresentação da realidade humana (ou não). Da realidade, em termos de literatura, a prosa trata. Por que então duplicar essa tratativa, com a poesia juntando suas forças heterogêneas à prosa para explicar o mundo, desvendar o homem, expor as coisas que constituem ou movem o real. E isso com a necessária embora insuficiente racionalidade. Ou quase.

 
NOVOS PARADIGMAS DA POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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MÚSICA E POESIA

 

Por mas que tentamos, filósofo ou amadores da metafisica, pessoas cientes de que sua consciência excele, e são potentes à vitória (quase orgásmica) de pensamento sobre si mesmo, é inviável decifrar a existência.

 

 
MODO DE VER DA PALAVRA POÉTICA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A diferença do modo ocidental de vida da palavra-sempre preparada para amoedar o significado, apropriando-se de sua possível mais valia de sentido e explorando-lhe as usuras como forma de vencer na vida do poema (alimentado pelos lucros imediatos da compreensão), o modo oriental de veia da palavra é tanto mais relaxado quanto mais concentrado.

 

Não o move (o modo oriental de ser da palavra) fins meramente gramaticais, objetivos verbais bursáteis, cálculos de ganhos (ou perdas) específicos de significado, estratégias sintáticas escusas e mapeamentos semânticos precisos em que razão e objetividade mesmo disfarçadas lideram a guerra de expressões. A não equivocidade ou a absoluta univocidade é a regra, o fim (comercial) da poesia ocidental. Sensibilidade e êxtase irracional são renegados do poema, como sentimento à flor da pele do espírito.

 

Condensar com profundidade, aprofundar interiormente, espessar o sentido das palavras, adensando-o até o limiar da incompreensão absoluta são condições vitais do modo oriental de vida do verbo, que exigem para tal desiderato paciente concentração, condensado uso da palavra.

 

O desafio da poética é comprimir o maior número de significados numa única palavra. Ou seja, em raro (ou essencial vocábulo que involucre o mundo) significante alastrar sentidos. E aprofundar o sentimento do verbo, isto é, a qualidade do sentimento. E nunca explodir de emoções (vagabundas ou não), expandindo (ou tornada panda) a massa sensível com vistas à obtenção de vulgares lágrimas, falsas ascetas, catarses banais num probo (e inqualificado) qualquer leitor.

 

Quando se esgota a capacidade de condensação verbal (e o significado banhe-se de palavreado), abre-se a porteira da frágil poesia, espoucam poemas sem viço, multiplica-se o besteirol que rola na poesia brasileira (coitada) há incessantes 40 anos. É o inexpressivo, o pessoal (íntimo que só interessa ao próprio poético, ao eu romântico ridículo do poetante descabido, em vexame); é o já dito ou querido expresso (de modo explícito demais – para não dizer verboso, como só o ocidente é capaz), no âmbito do leque, dentro do espectro das longas incapacidades que visitam o poeta (poeta?) hoje.

 

Quando o poema deva ter força ou potencial de mover céu e terra, deleitar anjos e demônios, arrancar visões insuspeitadas, e no leitor gerar voragem e perplexidade, é quando o poema é.

 

As vitais destilações e vária purificação (filtros inefáveis usados para tal fim) de que resulta a poética oriental, produtos como tankas e haicais, bombas de efeito retardado da expressão (mas ativadas já em poetas como João Marques de Garanhuns e Rogério Generoso de Casa Amarela e Sílvio Hansen do Centro Cultural Vital Corrêa de Araújo); vasos significantes como rubai e gazel (micropoema persa e árabe), cofres de significados que quando abertos (pelo leitor que tenha chave ou clavícula adequadas) exibem raridades verbais e gemas de expressão ainda insuspeitadas, poemas maiores em miniatura. De veloz brevidade.

 

Estas considerações apenas fazem aflorar veio que leve ao filão poético que o ocidente há de explorar, escavar, batear e muito.

 

Chamo á colação (para efeito probatório do argumento brandido)

os vitais poemínimos:

 

 

Gazela montanhesa

no deserto como corre sozinha

mas se não tem amigo

como viverá depois?

(rubai de Bausani, sec VII)

Escadaria de jade destila branco orvalho

noite adentro lua reflete a seda da toga

no rio de cristal de teus olhos

outonais que flagro das fendas da gelosia.

(quadra do século V – Libó)

 

 

Ao enobrecer materiais das escadarias, salas, gelosias e togas que são jade, seda, rochas dos palácios de pedra cristal e orvalho pela via da hipérbole cria-se linguagem elíptica e bela que se chama poesia.

 

Gil Vicente, por moura influência, cantou:

D’esmeraldas e jacintos

toda a tapeçaria

as câmaras ladrilhadas

d’ouro da Turquia.

 

E o tanka do século XII, de Fujiwara Teika:

 

Para cobrir-se

quando vento outonal atarda

na lenta noite de espera

a Dama na Ponte de Uji

a lua estende.

 

 

Ou os haicais desconhecidos:

 

 

Bela jovem impelida

pelo vento da primavera

parece uma açucena.

Turvas águas

do meu rosto teus

olhos aclaram.

 

A POLISSEMIA NUA

Vital Corrêa de Araújo

 

 

 

 

Aos leitores de O monitor, no âmbito da coluna Paradoxos e provocações literários, trago a questão do significado em poesia.

 

Proponho-me demonstrar que  o poema é objeto de palavras e não história, prosa. O poema é feito de significantes (a outra face da moeda do signo que não o conceito). E que o poeta deve primar na organização destas (arranjos significativos) de modo a que sejam inéditos, sintagmaticamente novo, vário. E deixar de lado o significado (a referência, a realidade, o mundo fático) e considerar somente a realidade artificial, criada, imageticamente concebida, o mundo ficto, que é a literatura e a que se dedica o escritor. Qualquer preocupação com o sentido a ser dado é prejudicial ao poema que é algo construído. Então, o sentido do poema não é único, é equívoco (nunca unívoco), não é um só, são todos.

 

No conto Pierre Menard, autor de del Quixote, a “admirável ambição”, o propósito da vida de Menard era reescrever o romance de Cervantes, “palavra por palavra, linha a linha”, isto é, com os mesmos significantes e não outras palavras, mas com um significado novo e “quase infinitamente mais rico”.

 

Mesmo incompleto por razões do que não se pode suplantar, Menard tornou o seu Quixote “a obra mais significativa do nosso tempo”.

 

Mesmo usando as mesmas palavras (no sentido de significantes exatos, isto é, a mesma palavra como forma fônica, com as mesmas letras em sua composição), elas, no novo contexto do mundo, da época, 316 anos após Cervantes tê-la escrito, significam diferente diacronicamente considerando (embora sincronicamente sejam as mesmas), receberam um novo significado, renovaram os conceitos inerentes ao signo, isto é, revestem-se essas mesmas palavras de novos sentidos que o novo leitor (algum mesmo que ainda não tenha lido o Quixote original ou não) decodifica do seu ponto de vista ou contexto vital novo.

 

O absurdo da tarefa o é apenas na prática, mas logicamente é algo viável pelo que se demonstrou.

 

O ensaísta inglês de formação portuguesa, Stephen Reckert (que li e anotei em Lisboa – maio 2011) admiravelmente conclui sobre a questão exposta:

 

“em qualquer texto apenas o significado

é criado: os significantes são sempre os mesmos”

embora o vário arranjo destes implica em novo significado.

 

Daí a poesia ser expressa, formalizada, imprimida (e não só exprimida), exteriorizada através e via significantes – que são a sua essência – e não querer nada dizer, de específico, de exato, de presumido, de definitivo, porque diz tudo (e assim o fazendo não diz nada, porque a poesia não é para dizer mesmo), pode obter, alcançar qualquer significado. Eis a polissemia nua.

 

Por isso, invertemos o dito clássico aparentemente correto, testado. Na prosa, sim, e quase tudo é prosa.

O aforismo: As palavras voam, o escrito (isto é, o concreto) fica.

No domínio da poesia, as palavras ficam (no poema) e o sentido voa, porque não é fixo, é infinitamente variável, móvel por si, rebelde, jamais se permitindo aprisionar-se na cela das palavras, que é o poema. CQD

 

 

O VERSO LIVRE COMO LIBERTAÇÃO DA POESIA

 

Vital Corrêa de Araújo

 

 

É usual, em poesia, utilizar símbolos com o intuito (não a intuição mas o propósito deliberado, racional) de dizer algo referindo-o indiretamente via simbologias.

 

Nisso, nesse mecanismo, consistiria a correia de transmissão do sentimento poético ao leitor à espera de receber a carga emotiva, o conteúdo simbólico proposital que a poesia carregasse.

 

Mas T.S. Eliot sujou o esquema. Segundo ele, a única maneira de exprimir a emoção (transmitir a comoção, comover o leitor), sob forma de poesia – arte da palavra, é não utilizando o símbolo (muito subjetivo), mas o correlativo objetivo, liame que objetivamente unta a vária subjetividade do poema sem miscigenação de emoções ou confronto íntimo.

 

Ou seja, o transporte da emoção (poeta/leitor) por meio de palavras (poéticas, imagéticas, etc) dar-se-á via ambiente objetivo (não pessoal ou meramente íntimo), pelo posicionamento ou disponibilidade das palavras, elos dessa cadeia de transmissão dos acontecimentos que o poema contenha. Mas pelas cordas de resistência máxima que imprima ao potencial poético. Fora dessa constelação de condições, dessa cadeia de enlaces verbais, não haverá poesia, isto é, transferência de emoção simbólica ou via simbolismos não funciona (mais).

 

Mallarmé, conforme lucidamente observa Charles Chadwick, em A linguagem crítica, dissera algo, semelhante a Eliot, trinta anos antes, em 1891, ao definir o simbolismo.

“como a arte de evocar um objeto (emoção, sentimento, filosofia, sensação espiritual) a pouco e pouco, gradativa e sempre, de modo a revelar um estado de espírito, ou reciprocamente (ao inverso), a arte de partir do objeto (coisa, acontecimento, situação) e dele extrair (revelar) um estado da alma”. Um correlativo e não uma emoção direta.

 

O que revela (cria) o estado de espírito é o ato de decifrar o objeto (que não é dado, imediato, direto mas sugestão). Esse ato é “a pouco e pouco”, gradativo, lenta e silenciosamente, de tal modo que haja da parte do leitor desfrutamento, uma fruição, quase um orgasmo decifratório (ou devoração quimérica), que enlargueça, exorcize, resplandeça, imirja esse leitor quase no desvario, e faça assim a poesia delirar.

 

Portanto, o que em palavras seja o correlativo objetivo do que o poeta sinta e queira exprimir, compondo o que se nomine poema, não deve ser dado imediatamente, mas velado, apenas esboçado, sugerido, para que ao leitor caiba o trabalho maior, o esforço generoso (rogeriano) de revelar, destrinchar (como bom portenho picanhesco do verbo), decifrar desnudamente e oferecer ao mundo o petisco (duvidoso) da palavra com rumor de alma e sugestão de carne.

 

Pois, conforme Mallarmé, nomear, ditar, esclarecer um objeto (ou sentido) é banir (gastar, esbanjar cruamente) a maior parte do prazer que um poema possa suscitar.

 

O gozo interrompido do leitor pelo suposto ao dar de graça, entregar o sentido do poema, movido, por uma ânsia (esquizofrênica) de objetividade, excessiva racionalidade, deletando, bloqueando o processo (sutil) de revelação gradual e operoso do poema, é pura malvadeza, pecado contra a órfica arte da poesia, demência, irresponsabilidade de quem supostamente se intitule poeta em vão.

 

Ao orgasmo interrupto contraponha-se o gozo ininterrupto do leitor, que verdadeiro poeta propicie.

 

Certo teor hermético cria (e nutre) o mistério da poesia.

 

O simbolismo, como modo de expressão que não refere algo de vez mas o  faz aos bocados, referindo-o a pouco e pouco, sugerindo-o ao invés de aponta-lo, dizê-lo, em definitivo, foi vital ao salto (dialético porque parnasianismo X simbolismo digladiavam-se) que resultou na modernidade poética do século XX.

 

As inovações e técnicas novas da poética simbolista foram fundamentos para a eclosão do verso livre, condição fulcral da poesia moderna.

 

Gustave Kalan, que elevou o verso livre à condição de alicerce e baluarte da poesia, foi influenciado pelo simbolismo no seu proselitismo pelo versolibrismo. Foi deste poeta que Eliot intuiu a importância e o valor estratégico do verso livre para possibilitar à poesia a condição de refletir o século 20.

 

Mas a fundação da poesia moderna foi suportada pelos ombros atlas da tríade quase diva da poesia da era moderna: Rimbaud, Baudelaire, Mallarmé. E seus discípulos maiores Valéry e Laforgue.

 

E Lautréamont, como centro de conexão e indução, como realidade do absoluto, motor do delírio, da palavra convulsa como propulsora da beleza do verbo enlouquecido, que é a poesia.

 

VALÉRY E AS MARDIS DE MALLARMÉ

Vital Corrêa de Araújo

 

 

Das mardis noturnas do velho fauno (e nunca as tardes jovens em que ele lúbrico ressonara) a jovem parca Valéry participava com esmero devoto das largas abstrações da palavra brandida por Mallarmé no convívio da poesia (parisiense e universal).

 

Desacordado da realidade (vigente e amorfa), isto é, em vígil desacordo, dotado de aguda

 
LUZ DO ABISMO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A escritora Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque já ostenta obra literária de vulto, no contexto do novo romance brasileiro, com os títulos Memórias Diacrônicas de D. Isabel Cavalcanti (ed. Tempo Brasileiro-RJ), Luz do Abismo (Bagaço/Girafa) e Príncipe e Corsário (ed. Girafa-SP), que a tornam uma revelação e uma realidade, como exímia narradora dotada de surpreendente poder de imaginação ficcional.

 

 
JANELAS A PERSE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Só existe a história da alma. S-JP

As chaves de prata do seu exílio impenetrável

Perse nos deus, inflanqueou-o totalmente

(a seus leitores inconsolados

mas perdidos em sua estrídula pertinácia

em suas vertigens e calabouços da palavra).

 

 
GRANDE SERTÃO: 50 ANOS DE VEREDAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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“Estiram-se então planuras vastas. Galgando-as pelos taludes que as soerguem, dando-lhes a aparência exata de taboleiros suspensos, topam-se, às centenas de metros, extensas áreas ampliando-se, boleadas, pelos quadrantes, numa prolongação indefinida de mares”. Eis as paragens dos campos gerais, os sertões cerrados virando mares inóspitos, selvagens águas minando das páginas rosianas, tão altas, tão curvas.

 

 
NOTAS INEXPLICATIVAS DE POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Não é que esta poesia tenda à abstração gratuita, descure da palavra, e da figura, que representa, há milênios. É que esta poesia, além de intensificar, imprimindo-lhe alta voltagem metafórica, no sentido poundiano, privilegia a imagem, e, se desfigura algo, é o discursivo, a peste do prosaico instilado criminosamente na poesia, por mercenários que se dizem poetas.

 

 
MURILO MENDES: POETA ABSOLUTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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De João Cabral de Melo Neto sobre Murilo Mendes: “Sua poesia me foi sempre mestra, pela plasticidade e novidade da imagem – sobretudo, foi ela (a poesia de Murilo Mendes) que me ensinou a dar procedência à imagem sobre a mensagem (ou em prejuízo ou sacrifício, às expensas da mensagem); ao plástico sobre o discursivo (ao significante em detrimento do significado)”. Após tal confissão sincera cabralina, chamo à colação alguns perfeitos e absolutos versos murilianomendeses:

 

 
MERCOSUL DA LITERATURA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A versão 2007 da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (21/09 a 30/09) ganha densidade e amplitude, amplia seu espectro e ressonância, em termos de qualidade e quantidade de intelectuais, escritores envolvidos, abrangência que o faz ingressar no calendário dos máximos eventos voltados à literatura, a exemplo de Passo Fundo e Flip-Parati, o que automaticamente coloca Pernambuco e o Nordeste no circuito dos grandes festivais literários da América.

 

 
LEITURA DE POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O leitor retém o sentido, dá-lhe roupagem nova, adequada até, orna-o, acerta. Segundo Barthes, citando Admmauro Gommes, o leitor não descodifica o poema, mas o sobrecodifica. Não decifra, porém o recifra. O leitor real cria, adensa (possui ou se apossa do sentido, forja-o), completa, inventa o sentido (ou os sentidos) do poema. Imerge no âmbito largo e fundo da leitura pessoal – tentando se afastar ao máximo do autor acasional (ou ocasional), de alguém de quem ele não precisa saber o nome vital, e sai – dessa imersão textual, entre a terceira e quarta margem do texto, com os sentidos que lhes doa a salvo (e enxutos).

 

 
INTRÓITO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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“Janelas a” compõem textos – que denominei a um tempo de leituras escritas.

São diálogos de um leitor solitário consigo mesmo e com livros. Sobretudo com o espírito de seus autores.

(O ambiente de leitura é estranho e fascinante. Um velho apartamento de frente para o canal de Jequitinhonha, em Boa Vaigem: 170 m2 de livros (cerca de 10 mil volumes e mais de tonelada de documentos literários). Há anos, só o autor tem acesso a esse local de tesouro).

 

 
Ninguém no Brasil sabe o que é poesia. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrevi algo sério que pareceu provocativo nas páginas valorosas de O Monitor: que ninguém no Brasil sabe o que é poesia. Os milhares de livros ditos poéticos dos milhões de (mau) ditos poetas são outra coisa. Outra coisa apenas parecida com poesia. Escrevo muito (mas não o bastante), cerca de 12 a 15 livros a cada ano, desde que me instalei na cela (com cilício) do Mosteiro de São Bento, e agora no Castelo, em pleno acme da colina Quilombo próxima à Magano, a 1.080 metros acima do nível do mar de Boa Viagem onde vivo desde 1960. E onde fica (Av. Jequitinhonha) a Biblioteca Borges com seus (meus) 10.000 livros, ambiente que o artista garanhuense Daniel Santiago diz ser um poema ambiente para visitas dirigidas... de tão estranho, inusitado...e intrincadamente (des)arrumado. Em 1912, publiquei poucos, apenas nove: Ora pro nobis scania vabis, Ave sólida, Bando de mônadas, Crepúsculo do pênis, Kant não estuprou a camareira (foi firula do Lampe, o mordomo) Borges (Jorge Luís, portenho) e Eugénio (de Andrade, luso), Me mostre seu cu, A eternidade é inútil e Silo de silêncio, paiol de solidão.

 

 
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