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DEUS NÃO MORREU PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Há 130 anos atrás, Nietzsche decretou sem pena (com seu cálamo em riste) a morte de Deus, fato que desencadeou o medo (de morrer também) e a necessidade (urgente) de substituí-lo logo (e Logos) antes que as coisas se complicassem por demais... e esse vácuo primo ( o locus vazio) fosse ocupado (porque o vácuo não dura) por velhos e obstinados demos. E também porque: Deus morto, tudo seria (ou nada seria) permitido. A velha questão, antes meramente jogo abstrato, agora se afiguraria prática... após....

 

 
CARTA DE NASSAU AO POVO DO RECIFE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Miosótis, não me esqueçasVim a estas terras distantes e excelsas, a este novo e vigoroso mundo, quase virgem, da impura mão européia; vim a este éden chamado Nordeste do Brasil, trazendo no punho, envolto no coração, um sonho ferrenho e valoroso: o de realizar uma utopia pessoal, o de plantar as sementes de um império tropical e urbano, o de inventar uma cidade sobre rios tributários do Atlântico, uma cidade que nascesse dos arrecifes e pairasse sobre as águas, como o espírito de Deus.

 

 
A TRISTEZA DE DEUS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Deus deve estar triste. Com o mundo dos homens. Sua principal criação. Com certas criaturas, que se revelam novos e atilados átilas e se deliciam com jogos de guerra, invasão real de países, esmagamento literal de nações, à força de bombas e fuzis automáticos, granadas, reides aéreos, razias bombardeiras. Após o fim da guerra fria, com a rendição de um dos oponentes, o que sobrevieu reinventou a guerra quente preventiva, sem declaração, para tumultuar, fabricar armas, renovar o parque e o estabelecimento industrial-militar, rendoso e sanguinário, em que petrodólar e usura dão-se as mãos.

 

 
MORTE E VERME (IRMÃOS) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Nada transcende, nada resiste, nada sobrevive

ao verme. A larva (eterna) roe-nos (até

aos ossos) corpo e alma. Pois suas

mandíbulas (atras e macias) são igualmente metafísicas.

 

A morte é uma esfinge a devorar-nos

decifrêmo-la ou não.

 
Vida Simples (Ou Trágico prélio de irmãos) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Hermeticamente profundos.

Os fossos da depressão são escuros, largos, circulares e atentos. Estreitas só as portas do céu da normalidade.

 

Se, ao menos, eu fosse escritor poderia curar-me por alguns dias,

aqueles em que mergulhasse no interior caudaloso do processo criador:

enterrado nos ungüentos vivos da palavra, libertaria o mal que me alucina os

dias, evitaria, sei-o, suas garras antigas e precisas, aduncas como as de um lobo que voasse.

 
POESIA: INÚTIL E NECESSÁRIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Vital Corrêa de Araújo

 

Poesia inútil e necessária. Necessária, por sua inutilidade prática, imediata, num mundo – ou estádio da vida humana – em que o valor mercantil é fundante e o estético, quase nulo (ou subordinado, a reboque da política do sentimento, do humor dos poderosos, da banalidade do imoral, de tudo que esteja à flor da pele, não à flor da alma).

Estético, o que é isso, companheira? É algo ligado à cosmética? Estético é a silhueta, o perfil da moda, a forma especial do corpo (jovem ou não) que resulta da malhação e da bulimia? Estética é elegância, beleza corporal. Ou seja, estético é algo que dinamiza a economia. Fora disso, é invenção de poeta metido a filósofo. Baboseira, conversa mole, papo furado, inutilaria barata.

 
ILUMINURAS LITERÁRIAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(Notas de um leitor fiel)

 

Por VITAL CORRÊA DE ARAÚJO

“Primeiro encontrar, buscar depois”. Jean Cocteau.

Magníficos a atitude, o programa de vida, a visão existencial contidos nesta síntese de Cocteau.

A volúpia reside no estado ou na construção? Para o autor de BACCHUS, vale mais o dado do q

 

 
ANOS EXPRESSIONISTAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(Meu primeiro contato com o tema ocorreu em 1988, em Dusseldorf (Renânia do Norte – Alemanha), quando passei temporada a serviço da Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco, participando de um curso sobre Inteligência Fiscal. Na universidade – mantida pelo sistema fazendário estadual alemão, incluindo cursos secundários e superiores, para preparação dos quadros fiscais – estabeleci relações com alguns docentes, entre os quais uma professora de literatura, que me apresentou aos expressionistas. Em Recife, através da editora mexicana Fundo de Cultura Econômica e livrarias do Rio/SP que redistribuíam livros espanhóis, entre as quais Duas Cidades e Poliedro (esta, quando fechou as portas, adquiri, a preço de banana prata, mais de 500 volumes), consegui obras de Georg Heym, Ernst Blass, Yvan Goll, Alfred Doblin, Walter Hasenclever, Georg Trakl, Stefan George, Jacob Van Hoddis, Ernst Stadler, G. Benn (cuja obra completa comprei em Madrid), Stramm, Lichtenstein, René Schickerle, entre outros).

 

 
A POESIA BRASILEIRA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A poesia é o verbo (de barro) com presente, passado e futuro. Que vive o tempo da palavra. No Brasil, hic et nunc, a poesia não tem futuro. É relativa ao passado.

Nesse contexto, a poesia absoluta (a neoposmoderna) é anacrônica. O anacronismo se refere ao tempo presente. Pois o verbo da poesia brasileira de agora conjuga-se no passado (é cônjuge do passado a poesia brasileira de hoje).

A poesia neoposmoderna é a do futuro. Embora que, nós, poetas absolutos, já esgotamo-la e já investimos na poesia posneoposmoderna.

 
GRACIALIANO SEMPRE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Atribuiu-se o apodo de vanguarda às várias correntes artístico-literárias iniciadas na Europa no começo do século 20, lançadas atravésde manifestos, como o da literatura futurista de Marinetti, o da escultura, de Boccioni, o santeliano, dos arquitetos (Sant’Elia), o manifesto do teatro sintético, o dos músicos e da arte dos ruídos, entre tantos.

 
Tudo é e nada é. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Tudo é e nada é. Heráclito

O inferno são os outros. Sartre

O nada é tudo que eu tenho. V.

Tudo é ilusão e a ilusão é uma ilusão.  Fernando Pessoa

 
INVERSÃO (NO LEITOR) NA RECEPÇÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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ao leitor futuro da poesia absoluta

aos leitores presentes (presenciais)

da FAMASUL: a universidade da

poesia absoluta.

 

É preciso investir (inversão real e concreta) na recepção da obra poética neoposmoderna. Preparar o leitor bem. Assediá-lo sempre. Militar nesse futuro leitor. Fazer o trabalho de alistá-lo nas hostes velozes e promissoras da poesia absoluta. No âmbito de um processo aberto de proselitismo (largo e insistente).

 

 
DEUS NÃO MORREU PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Há 130 anos atrás, Nietzsche decretou sem pena (com seu cálamo em riste) a morte de Deus, fato que desencadeou o medo (de morrer também) e a necessidade (urgente) de substituí-lo logo (e Logos) antes que as coisas se complicassem por demais... e esse vácuo primo ( o locus vazio) fosse ocupado (porque o vácuo não dura) por velhos e obstinados demos. E também porque: Deus morto, tudo seria (ou nada seria) permitido. A velha questão, antes meramente jogo abstrato, agora se afiguraria prática... após....

 

 
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