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PoesiAbsoluta
ANALFABETISMO FUNCIONAL NO BRASIL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A educação no Brasil atravessa situação de penúria. Deficiência de professores por razões já sabidas. Currículos antiquados, inflacionados, impraticáveis na lida do ensino. Rede média de ensino particular deficiente porque o objetivo é o lucro, não a educação. As antigas escolas particulares, como o Diocesano, Santa Sofia, Quinze e outros, em que a direção era vocacionada, não para prosperar financeiramente, mas para ensinar, preparar o alunato para vida, sumiram, ou se esclerosaram. Ou simplesmente mudaram de caráter (pedagógico para mercantil).

 
AMOR FÍSICO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Hugo Vaz, escritor, já maduro no exercício da ficção, experiência que traz no alforje onde o jornalismo (pesquisador lendário dos “causos” da imprensa escrita – v. os cinco volumes do “Bestiário da Imprensa”, do autor) – se mescla com o acervo furioso de leitor de qualidade e vasto, inova admiravelmente com o seu DIÁRIO DE UM SÁTIRO (Maria de Lorvão).

 

Este trabalho, o quinto do autor na arte complexa do romance, denuncia o pesquisador obsessivo, em busca de locações, diálogos, ambientes físicos e psicológicos (cenas e cenários, na visão técnica de R. Carreto), personagens, detalhes e descrições alicerçados no campo da psicologia, sociologia, antropologia, da biologia, sexualidade, anatomia (erótica), endocrinologia (o âmbito hormonal), fisiologia (além de história e poesia oriental), tudo apimentado com o tempero da ficção, o que possibilita o instável equilíbrio entre a verdade histórica e fisiológica do homem e a criação ficcional de alto nível.

 
MORTE DE NERVAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Nerval se enforcou no início da manhã.

nun cruel abril com um pano de avental

(ou colar de linho da rainha de Sabá).

Em um gradil no fundo da escada de ferro

que leva à rue de la Tuerie em Paris.

(Seu corpo ficou balouçando como num poste

tempestuoso candelabro).

 
MEDITAÇÕES ALQUÍMICAS, REFLEXÕES ÁLMICAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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ELA

Ela trajava quimono célere

bem ajustado na cintura fêmea

o que era estranho (não inerente ao traje)

cor de abacate com florinhas murchas

estampadas do ombro para o lascivo braço

andar húngaro, riso escarlate

 
LEITOR ACIDENTAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Trato neste livro do problema da comunicação poética crente que ela traz em si peculiaridades que a  caracterizam. É uma comunicação diferida, assimétrica, desarmônica e diferente, e nessa diferença reside sua singularidade, instala-se o quid.

Comunicação conota mensagem. E valoriza o receptor (destinatário da mensagem lingüística). Nela, é essencial a pessoa que fale (emita a mensagem ou emissor).

A linguagem poética apresenta, como disse, singularidades. Mesmo que emita mensagem, o receptor não é o fator principal. A mensagem poética não é (nem deva o ser) formulada tendo em vista o leitor. O leitor do poema é acidental.

 

 
GEOMETRIA BÊBADA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Simetrias curvas, retas puras

em ti lampejam

como fractos cristais amestrados

servos indômitos alegram teus ângulos

tênues e furtivos tragos

que trazes aos lábios te embelezam

como acônito à natureza

 
ALGUNS DADOS REFLEXOS SOBRE PÊ JOTA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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É preciso bosquejar, flagrar logo um caráter supérfluo e redundante desta dita revista PJ. Que anela hostilidade ao bem estático estabelecimento poético brasileiro satisfeito e equilibrado (em quê porquê?). É necessário flagrantear dois caráteres de PÊJOTA. Um que prima pela incoerência positiva (quer ser azarosa não legendária, promíscua, não deletéria). Outro: é um revista sem fé na poesia atual.

 
A POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A palavra anima a coisa

(não a alma)

retrata-a mas completa

desvenda-a e oculta

recebe-a e escande

oraliza e substantiva

adjetiva e adverbializa

a coisa

a poesia.

 

(contribuição para o laudo

tanatoscópico do verbo)

 

 

 

 

 

 

 
A NOVA POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O mais extraordinário salto de qualidade de que decorre uma nova síntese no processo de evolução cultural, no âmbito da arte em geral, revolução estética, que influiu consideravelmente nos campos social, psicológico e científico ( e setores tão distintos como arquitetura e filosofia), ocorreu no início do século XX.

Século XX que não começou, como se diz, no final da primeira guerra mundial. Iniciou-se com Picasso.

 
A linguagem é a usina me liberta o homem. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A linguagem é a usina me liberta o homem.                                                                          
capaz de dilatar ou encolher a roda do tempo.

 

Voz oval, cândido

de que nasce o espírito

cimo onde sombras tombem

beire o desespero e a bonança beire.

 
ALMA E POESIA QUÂNTICA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Invista nos quanta de sua consciência e não só na física da alma (physics of the soul) secular (proba porém pobre). Faça o poema novo. Deixe grassar em si novo frisson. Renove o espírito.

A vital questão da Poesia Absoluta consiste em confrontar com coragem e persistência a dualidade: você que fazer (repetir, melhor) algo já visto (e cuspido) ou vai explorar novas possibilidades. (Fazer o novo de novo). (Conf. a física quântica vigente, os objetos – físicos e metafísicos, são possibilidades a sua escolha). Ou seja, você – nobre leitora, vai seguir sendo à moda antiga e no casulo – tranquilo mas parco, do velho ego ou vai sair de si (do calor do lar egoico, do recinto de seu coração mecânico, do recesso de sua alma física) e ir a explorar as imensas possibilidades de sua alma total? Escolha, relativa poeta! Cada poeta deve arriscar. Por essa nova e pascalina aposta enveredar. (Poeta no sentido amplo de criador literário).

 
MEU VERBO É DE BARCO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Duas e meia da manhã (de 28 de agosto/2011) gripado

em plena posse da insônia, sob vigência da vigília dura

e das pálpebras sem sigilo e pensando declaro

 

 
MÃO LEITORA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O baralho da mão afiado

da cartomante curda

preparando o arado do céu

(esculpindo sulcos de luz

entre estátuas de galáxias)

para a acre premonição do ontem

o mapa do futuro

na mesa quadrada

parecendo cubos

as linhas entrecruzadas

 
JANELAS A PERSE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Só existe a história da alma. S-JP

 

As chaves de prata do seu exílio impenetrável

Perse nos deus, inflanqueou-o totalmente

(a seus leitores inconsolados

mas perdidos em sua estrídula pertinácia

em suas vertigens e calabouços da palavra).

 

 
ALGUNS POEMAS DE ROGÉRIO E VITAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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SEM MANHÃS

Rogério Generoso

 

Amanheci sem manhãs.

O orvalho, os pássaros

não vieram abrir o anfiteatro.

Deus calou-se.

 
ALGAROBA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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ALGAROBA, como o pardal, são pestes. Vieram de fora, são ets do reino vegetal e animal. Transplantada do Chile e do Peru, em 1940, a algaroba veio em função do potencial de produzir madeira, lenha e forragem (para o gado). Delmiro Gouveia foi o introdutor. O primeiro pé foi transplantado para Serra Talhada e começou a distribuição de mudas como uma política pública útil e salvacionista. Por ser uma planta meio xerófita, sobrevive com pouca água e tomou o semiárido. Hoje ocupa mais de um milhão de hectares no Nordeste.

 

 
A POESIA MODERNA COMO REFLEXO DO ID PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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É isenta de forma (fixa), é metamorfose ou disforme, tem a forma por vir, é protêutica (como Proteu, adquire forma que lhe sirva). Renuncia ou desdenha dos princípios que norteiam a poesia bem comportada do superego. Por isso é anárquica, maleducada, brusca, um pouco má até, inconveniente sim, para milhões de leitores habituados com as baboseiras prosaicas de sempre (arrumadinhos de rima, facilitário do entendimento, capricho métrico, ábaco sempre repreendendo o espírito e calculando as medidas da página, combatendo a desmesura e o pé quebrado, pois a clínica ortopédica da palavra fecha nas emergências).

 

 
A NOVA NATUREZA DO HOMEM PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Compomos uma sociedade tecnologizada, cuja característica aparente principal situa-se no âmbito da difusão e produção de imagens e informações.

De ídolos e simulacros somos férteis. Leibniz amaria viver essa hora de intempéries do homem.

No caso do Brasil, nos encontramos na periferia desse contexto, cuja ponta está nos Estados Unidos, Ásia e Europa. Computadores, notebooks, smartfones, games, celulares, tipo iphone (2G, 3G, 3GS), tablets são ídolos dessa nova crença tecnológica. Comportamo-nos como crianças operando chips, calculando tarifas adequadas, acompanhando gerações e exibindo essas nanomáquinas (de bolso e alma), que nos inserem na tecnosfera e nos convidam a realidades virtuais sofisticadas, aceleradas e mesmo desconcertantes.

 
A IMAGINAÇÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Vital Corrêa de Araújo

A imaginação é o nome dado à faculdade de ir além das jaulas da razão (que quanto mais bem educada, fincada no espírito, pior). É liberdade liberdade. É ver cada aspecto, cada ângulo, nuance, detalhe inesperado e o todo da coisa, do mundo, de si e do outro, de modo quase exclusivo, peculiar (não pessoal exatamente). Através da imaginação chega-se facilmente à compreensão melhor do universo, conhece-se melhor e mais detidamente a si mesmo. É captar direta e mais, mais profundamente a vida. Tudo isso sem delongas de explicação plausível. A tal plausibilidade do explícito escancarado é um saco (arrancado). A inconsciência do significado é vital. É a fonte da usina que move o poeta. É evitar o banal e o normal tedioso. O claro meridiano, a aparência reluzindo (ou não).

 
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