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POEMAS DE OUTRO TEMPO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quinta, 13 Julho 2017 23:48

A. Página do poema

campo minado de torpes metáforas.

B. A diferença faz efeito.

C. A rixa, o desforço, a catimba

contra a mulher

reduz o espaço e a política

da massa feminina.

A misoginia venceu.

 

D.O cu é o último bastião.

A única fronteira vital, o períneo.

Cônico. E icônico: o púbis.

E o começo do buraco, proibido.

 

E.A mulher sabe muito sobre si: a outra.

 

F.A mulher pensa duas porções de bobagem

antes de fazer a única coisa certa.

 

G.A mulher pensa cosmeticamente.

 

H. Ela pensa isso. Não aquilo.

 

I. Ela sempre pensa errado

pra fazer o certo.

 

J.O que é mulher? Afinal.

 

K.São tantos romances que escrevi

que não perdi a conta.

 

L.É bom se sentir talvez ou quando

algumas vezes de quando como

talvez sempre... aonde?

M.Relação amorosa ou ominiosa?

Escolha!

 

N.Relação política ou criminosa?

 

O.O amor sempre engasga

antes de passar pelo coração.

 

P.Corrosão é causa, não efeito.

 

Q. Corrupção é efeito, não causa.

 

R.Todo encontro é de(s)marcado.

 

S.Viva o desencontro. Sempre

(Encontro não é humano).

 

T.Constrição de amor giboio.

 

U.Verbos instáveis, sílabas dissolvidas

metáforas engrenadas, grangrenas

sintáticas, hiatos nus ou parvos

e símiles rebelados: a poesia.

 

V.O corpo verbal – virtual ou não

em espasmos dissonantes

em diatribes sem dentes

em corrosão vital

em implosão gramatical

em virulência literária

em paixão.

 

X. Incontínuos volumes exatos.

 

Y.Emaranhado como mar ou muro.

 

Z.Cenofobita e arbítrio.

 

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