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NOTÍCIA DO TÍTULO E CAPA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quarta, 09 Agosto 2017 23:15

sobre a coleção de poemas “Kant não

estuprou a camareira (foi firula de Lampe)

e Ler VCA causa AVC

Este (sub)título tem por alvo desfazer quaisquer

dúvidas que pairassem por ventura

quanto à honra (perpétua como a paz) e integridade

solar de Immanuel Kant, meu filósofo de

bolso, em relação ao fato (aleivoso) dele ter

estuprado a camareira.

 

A bem da boa verdade (apodítica inclusive): Kant

nunca estuprou uma camareira sequer. Na sua

venerável residência em Konisgberg.

Tal calúnia não teve autoria real estabelecida.

(Nem autoria         ). Atribuem-na a

Lampe, seu fiel mordomo por cerca

de cinquenta anos.

Seria lorota, firula, parola a cruel autoria?

Não de um Lampe revoltado por ter sido despedido.

O serviçal kantiano, seu camareiro, confidente,

enfermeiro, devotado cozinheiro do exigente e

enjoado Kant para se alimentar, filosoficamente

ingerir os carboidratos apropriados a fazer funcionar

mente tão desmesurada, e acompanhante íntimo

(isto é, da intimidade de um mordomo) por

cinco décadas, estaria despeitado – e colérico,

pelo fato injusto de Kant tê-lo dispensado,

 

sem nem ao menos aviso-prévio (que

não existia à época) sem mais nem menos?

Colocado abrupto, de inopino, ao pelo da rua,

Lampe foi de armas e bagagens morrer

num asilo de esmoleu.

Portanto, no olho da rua, de uma hora para outra (sem

prévio aviso ou proteção mínima) viu-se

em sarilhos, não viu solução para sua vida, se não

recolher seus ossos a um asilo público. (Ia

dizendo púbico).

Na época (sem Getúlio Vargas konisgberguiano) não

havia direitos trabalhistas, fundo de garantia, carteira

assinada, essas coisas; não se acreditava em

previdência (e a Providência era indiferente). E

Lampe saiu leso e liso, lesado direto

para um asilo solitário.

 

Faço questão de estampar o desmentido no

título desta coletânea para que não sobrassem

dúvidas acerca da integridade moral e sexual de Kant.

 

E na capa soasse: Kant não estuprou a camareira.

(Isso pode ser coisa de Lampe).

 

A capa é um magnífico poema visual de

Sílvio Hansen, foto de Léo Caldas, tudo

transfigurado pela maestria e argúcia gráficas

de Marcos Sá Barreto.

SH consciente do cabalismo hermético hieroglífico

e enigmático de minha poesia pé-cabeça bolou

o genial e bem (ou mal) intencionado aforismo:

Ler VCA causa AVC.

 

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