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SOBRE VCA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 13 Novembro 2017 22:30

A cegueira do ego só permite ver a si mesmo e a seu umbigo óbvio e às grades do inferno vermelho.

À poesia absoluta cabe sugerir o mistério e abrir as inefáveis portas e venturosos portões do inconsciente, que o ego fechou a 70 chaves. E revolucionar a realidade aparente, mesquinha, usurária, comercial, alienada. E restituir profundeza à realidade rasa etc.

Ninguém é tão capaz como VCA em poema para associar poesia ao inacessível e prover o rompimento da palavra (a inadequado texto associada) com tudo o que ousamos esperar de  irrompimento.

É poeta absoluto instrumento do potências superiores e desconhecidas ainda do verbo, com as quais poetas comuns não acessam ou se associam nunca.

Breton dizia que era através dessas potências humanas selvagens – via verbo – que a terra atira para o céu apenas sinistros chifres de caracóis. Que a boca de fumo expele câncer pulmônico. Que é apenas fumaça a vida. Que a alma do tempo anuncia a nuance e o rumor de metais solares enlouquecidos.

A PA introduz na página da alma poeta o mundo do mistério da palavra.

Leitor relativo prima por ler no poema coisas fáceis, óbvios ululando e reconhecer na lauda coisas habituais, pois são vitimas da escolária tendência de fazer do desconhecido de imediato algo bem conhecido e assim reconhecer-se a si, a seu ego glorioso e pequeno. Ao invés de aventurar-se a novos caminhos ermos de futuro ainda, mas prenhes dele, não de vazios de significados óbvios e certos.

Leonardo da Vinci - conforme Gun – já reconhecia a vitalidade do imaginário para o qual a síntese das percepções é apenas trampolim para o irreal vital. O que excita o espírito é o desconhecido, o complexo, é o caos real vital que move o mundo.

As imagens do poema absoluto representam símbolos de desejos recalcados exteriorizados na página. O real (aparente) é secundário, vital é o superreal, o absoluto. Poeta relativo embarca na aparência e naufraga no próprio relativo.

Ao acaso e não ao cálculo, deve-se o poema vital. Abra bem o catálogo do acaso, dele extraia poemas absolutos. Do despropósito do dado acaso. Despreze palavras convenientes e verbos certos, pugne pela incerteza verbal e gramáticas estranha.

atualizado em Segunda, 13 Novembro 2017 22:33
 

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