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DIÁLOGO DO PRADO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quinta, 23 Novembro 2017 23:59

O único diálogo socrático

que tem por cenário o campo

ocorre quando Platão encontra

Fedro ouvindo o discurso de Lísias.

Andaram juntos os dois

ao longo do Ilisso

e sentaram-se à sombra de um plátano.

 

Fedro no prado. Platão

na campina consagrada a Aqueloo.

Finda o diálogo com a Oração a Pã.

 

Perfume de alabastro.

Olor a granito

e cântico oco.

É que o gênio inspirado pela loucura

poética não proporcionava a Sócrates

o conhecimento explícito, racional, preciso.

Pois, só o saber explícito oferece e traz

fundamentos lógicos, que repelem

a poética loucura das palavras.

E condenam poeta a ostracismos

e dúvidas. A vieses e pensamentos laterais.

Certezas republicanas não são

da alçada dos nada sanos

vates que mudam as palavras

ao bel prazer do verbo visionário

e a sua metálica lógica desatam,

ao sabor do acaso

arruinando a frase e das cinzas de tais

lógicas arrancando a poesia.

 

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