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ENQUANTO OSSO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 05 Dezembro 2017 22:45

Enquanto ouço

dos ossos flautas

das conchas binalves rumor do mar

sinos medievos e medulas de sons soam

ouço das vértebras do caniços

das espaduas dos juncos

e pescoços de orquídeas nuas

dos testículos das nuvens ouço

revérbero do vento em gozo alado

de (dolos e ladeiras ouço do leitor

rumor do amor.

 

Noite descende de hunos vorazes e coivaras

de bárboras nascentes vêm manhã

com seu ouro de treva a bacias de sombra.

 

Esculpe abismos no rosto dos homens

se mancomuna com a morte, acumula

hinos de vísceras, emolumentos crus e destroços.

 

Tem perfil caustico, alma anárquica

útero escuro antros de lepra moram no rosto

alcandora peste, dessacraliza o nome.

 

 

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