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DOIS POEMAS E UMA ODE À LINGERIE DE JÚLIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quarta, 20 Dezembro 2017 22:46

Soldas da gramática dissolvo

como a ouro velho ácido férreo.

Ou à pureza do cetim orvalho rebelde.

Untado ao suicídio de marfim meu poema

dodecafônico de abelha e oboé

a morte abole.

 

II

Anáguas sussurrantes lascivas revelam

insuspeitados segredos do leito e do misterioso seio faculdades

a curva lascívia de Júlia à púbico expõe

das macias musselinas tênues e vorazes

meu desejo brotava como lúbrico caju

das coxas formidáveis afluíam deltas de saliva minha

e chusmas se derramavam nariz adentro

arquipélagos de aromas inconcebíveis que ao estuário

das minhas narinas alegravam

 

do odor encantado da íntima carne aberta

eu nunca desistia

o carnívoro aroma de Júlia me devorava,

o sêmen alegre reverberava nas coxas próximo

à lasciva gruta (úmida e rósea entrada).

 

Cheiros urinários

próprios do paraíso sempre tresandam

dos mais íntimos vales de Júlia.

 

 

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