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POESIA NOVA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 27 Março 2018 22:59

Como pompas de exéquias

é a palavra poética.

As circunstâncias

do cadáver do verbo não importam.

A datiloscopia da silaba suspensa.

A autópsia do tempo imprescindível.

O expresso exporta o sentido

para longe do páramo leitor.

Desvitalize o texto prosaico

mesmo o castre

de modo a conter paráfrase

e evitar representações... libidinais ou não

chegue ao poético veloz ou não lentamente.

Nunca se aquiesça

com poema que não seja

antiprosa de Ruben ou Parra e

como tal inexcedivelmente

ininteligível sempre.

Se há (ou caso haja) incomum

deformação de sentido e expressão

é poema, absolutamente poesia.

 

Sobreponha-se sobre todas

formas populares clássicas ou...

costumeiras localizadas

particulares despormenorizadas

e espécies tais de “poemas”

e chegue ao Poema sem aspas.

Não defeito, mas jaça se exige.

A mais bela forma poética absoluta

é defeituosa como o humano.

E por isso contemplável e...

implacável à recepção.

Se perfeita a forma imperfeito

o que ela diga de prosaico

à massa permissível.

Nunca corrija a forma perfeita

e o imperfeito da humana matéria.

São incorrigíveis

como a ebriedade do verbo.

Excrescências insensíveis

Permitidas por exemplo.

 

O poema rechaça estabelecimento

de formações perfeitas abstratas

e correcionais da matérias da

natureza geral e humana. Seriam

modelos ideais.

A ideia abstrata pura corretiva

é o inaceitável na poesia. É

a modelação apoética.

instintiva, per excellence.

Tal ideal de “beleza poética” é

estático, por anacrônico, e

portanto antiestético e

antiextático. Fincado que é

ou seja no status quo passado.

Seria o ideal circense. Ou clássico.

O modo irreflexivo é vital ao poema.

Por que é a asa do imaginário

que dá voo ao verbo.

Infância de aço da palavra.

 

A represa é morte.

o represamento da ideia leva

ao poema arcaico, velho, lasso.

Curso do rio do tempo estéril

leito de horas revogáveis e vagas

vagas margens inimaginárias.

Não há originalidade anacrônica

possível. Não há possibilidade

de ação artística real sobre o

contexto de uso de formas

convencionais. Não há

expressão poética real

com a utilização de

metáforas velhas.

Mesmo no arquivo púbico estocadas.

 

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