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APÊNDICE AO POEMA ANTERIOR PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 09 Abril 2018 23:52

À beira do éden, Dante

já ouve a aura

mover o arvoredo

a virgem brisa deslizar no rosto

 

avista logo dois arroios valentes

fluindo pelo leito das páginas do tempo:

o Letes, rio do Olvido, e o Eunoé

o da Memória (rios do paraíso).

Quando Dante (entrando no éden)

se voltou a Virgílio e disse: “uma só grama

não me ficou do sangue a fremir

sinto de novo arder a velha flama.”

Mas já não divisara

o velho par e companheiro

de caminhada pelos sítios terríveis

do purgatório e do inferno.

Dante no

para olhar os poetas (Estácio e Virgílio)

e volveu outra vez à Matilde o rosto

(e para sempre se foi pela outra margem

Do rio esquecido).

(Dante bebera da água estagnada do Letes

– água que nenhum sabor o seu sabor supera

E esqueceu Virgílio?).

 

A verdade é que

no canto esquecido de nº 28

Dante deixou Virgílio.

 

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