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Escrito por Administrator   
Quinta, 12 Abril 2018 19:06

Branco e ébrio papel mancha da mácula

(culpa da tinta

ósculo da pena na página

lauda de aço (na alma) páramo de relva passam)

horas em caravana lassa

eu fico a ver-lhe o fluxo velho

trânsito frágil e eterno

imprescritível cadavérico

vago deserto ermo armado de aleluia e silêncio

o vácuo desperto inviolável destino (parco)

da página em branco reluzindo

o fervor extinto escândalo

(que parca comemora).

(Carta a Verlaine  Mallarmé:

Vi-me obrigado a fazer em momentos de fome

ou para aquisição de ruinosas canoas

trabalhos úteis e eis tudo

o de que convém não falar).

 

(porque trabalhos úteis diminuem o poeta).

Preciso ler estrelas

trem celeste ver

lauda cósmica sorver

com tinta nua via

lácteo pergaminho

de brilho longo

e animal rastro

célico ler

o poema dos olhos dela

êmulos das estrelas ouvir.

 

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