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O MUNDO VICIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quinta, 12 Abril 2018 19:26

REFLEXÕES APOÉTICAS

O ego (industrial e lato) segue seu curso

por entre as tundras do ominoso

rica fábrica de aparências, criador de culpas.

 

O ego (comercial e alento)

como observatório libidinal

da realidade negada ao desejo

a que nos conduz o id como carneiros

segue seu périplo insano pela alma

e derrota todo o ânimo

antes que tudo seja pântano.

Quando onde por quê termina a vida

e começa a morte?

Só poeta o sabe.

O que importa não é que o poeta

tenha como referência algo (físico ou metafísico)

e/ou seja viciado nas coisas, nos fatos.

Palavra na medida do mundo

mundo medido pela palavra.

O mundo vicia.

 

A veia vicia.

 

A vida vicia.

 

O eu (natural) do poeta

é o que há de mais superficial.

É só pele. Não alma.

Carne e osso (de Deus).

 

(Nós é que nos assemelhamos a animal.

A isso levou nosso livre arbítrio violento)

 

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