Murilo Gun

Admmauro Gomes

Quem está online

Temos 79 visitantes em linha

Assista

Siga-nos



AVISO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quinta, 07 Junho 2018 19:59

Não me compadeço de leitor elementar.

Não me desculpo com leitor

que não me entenda

pois a insuficiência

É dele, não minha.

 

A música mordaz o poema

não se recomenda às ouças deles.

Pois o som de céu é de pássaro

 

Minérios raros e bismuto longos

além de azuis persas melhoram o poema.

 

Som rancoroso de licor podre

é melhor do que tempo fechado.

 

“O gado é que anoitece / e na luz que a vidraça da casa fazendeira /

derrama no curral / surge multiplicada / sua estátua de sal”.

Carlos Drummond de Andrade

 

Ao sabor (não tão bom) das circustância escrevo

e meu verbo é real e está à altura

das impossibilidades mais perfeitas.

 

Ele – o poema vital – é como um édito mudo

proclamado por núncios obesos

cheio de enunciados não confirmados

e preparados para cálculos renal de cervos.

 

 

Quanto mais resistência de encontrar

palavra adequada maior

consciência de obtê-la.

 

Existem celebérrimos autores (poeta, inclusive)

cujas obras são apenas e amplamente

eliminações de emoção:

escrevem com os rins do sentimento.

 

 

Comentar


Código de segurança
Actualizar