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POEMA AO CONFIM DO MUNDO E DE MIM PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Quinta, 07 Junho 2018 20:10

Trituro toda a dor do mundo

imundo-me do prazer do sofrimento

em mim pulsando como um muro

o do coração exilado, cego

de carne, sangue e músculo baldio

abomino tempo que fome deixa

sobre esqueleto do estômago

e verão da violência crestando

amantes feitos de ossos de primavera e úmeros esquerdas

seios de ditirambo e abelha

crianças abandonadas sobre

cordão umbilical no chão

feto telúrico, caos vital.

 

Veias de veneno vindes a mim.

Córregos de pranto amaro

bebei-me impuro, banhem-se

águas malditas do bendito sumo que esvazio.

Defequem-me, nojos

iluminem-me a alma (sobejos de sarjetas e vômitos).

 

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