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DÍSTICOS EXATOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 12 Junho 2018 23:03

Calcanhares de cadáveres são frágeis

como os de tolo Aquiles.

Como são ágeis e furiosas as sombras

que a maquinal claridade não desarma.

 

Lenços atirados a nuvens

os basaltos da alma aprimorando-se.

 

À retina dos zazuratos me retiro

a sombra das árvores é áspera.

 

Não falo de câmaras nem de interdito

nem de comboios intestinos.

 

Digo que lágrimas tombam nos ombros

que fumaça de turfa ensurdece o mundo.

 

Em surdina o sangue pulsa calmo

como um touro desbravado.

 

Os panos do inverno estão vazios

a canela não triunfa sobre o lodo.

 

O eco dos aromas desbaratam

narizes escuras.

 

É o mal passando ou assado.

É a loucura estreitando seus laços.

 

 

É o éter das esferas musicais

testando as partituras do eterno.

 

São uníssonas pedras em dissídio

e o destino abalado como louça.

 

A borda insubornável do tempo

não interessa a opinião do trânsito.

 

Se se sepulta o alento

é porque o sopro está exausto.

 

Roçar élitros

palpos tocar.

 

O coro da vertigem é branco

a causa do subúrbio estranha.

 

O oblíquo ama o côncavo.

O convexo detesta o pranto.

 

Brilho de chama a arder

da fornalha vermelha à beira.

 

Lento pressentir de feridas

fêmur de pantera aponta.

 

Entre a argila e o rouxinol

resta um pouco de redenção.

 

Sonhos se fazem pó

e o futuro lama.

Aragem divina deslumbra vibra

o sopro de Deus arrasta as criaturas ao léu.

 

O rosto ardendo, a sombra horta

rendimento piras e sol de fritas.

 

Basta incinerar círios

para dissimular  velórios.

 

 

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