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POEMA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 07 Março 2017 14:40

Obra da cópia, o mundo

lida da ilusão, o homem.

À egípcia serpente de perfil alado

esse hieróglifo sinuoso e cárneo


mortal cilindro de veneno hierático

rijo quanto pulsante paço.

(Pois se o maná teve sabor distinto

este só um sabor tem e é infinito.

Inês de la Cruz)

 

O poema é um coitus ininterruptus.

O assédio da morte começa no berço.

Para os gregos a natureza era paradigma

e a arte sua cópia, seu reflexo.

Platão via a realidade como cópia imperfeita (impostura

era a arte, cópia da cópia, degradação da ideia .)

 

Estrela, sêmen astral

exalações de gozo, o céu.

Entre o alento ígneo e o sopro da cinza, o homem.

 

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