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LENTO SAL SOL RECLUSO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 07 Março 2017 14:49

às fábricas da aurora

Ouro vago da sombra

que tarde enclausura

na cloaca dos escombros

que a noite anuncia

disperso nas entrelinhas do crepúsculo

entre os tentáculos do branco

e as pálpebras do úmido

lento sal fugitivo

âmbar  sombra, catedral de lírio

lua de leite, estrela duvidosa

horizonte de linhas rochosas

e cristalinos lumes cegos

templo de ossos pétreos

e lajes onde reverberem

som angelical dos órgãos

e coro de sal e silêncio agudo.

Hímen ósseo, sol recluso

ração de orvalho nas folhas madrugadoras

e nas ancas da madrepérola

eriçando a relva de estrelas líquidas

íngreme levante que a noite alimenta

com grão de penumbra e cimento de mostarda

fímbrias de aço da felicidade

feitiço de Granada

imbricações da mica, éticas do feldspato

aduanas do orgulho

hangares de lágrimas torrenciais

gusas impiedosas, gramáticas vencidas.

Missas pecaminosas ambivalentes

lupas cínicas, togas movediças

sinos envenenados, harpas enfermas

bisões decapitados ao crepúsculo

eça dos cadafalsos, cera pobre dos velórios

impotente ante inóspitos poderes da morte

lento sal da boca dos cadáveres foge

para os alforjes do nada.

 

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