Murilo Gun

Admmauro Gomes

Quem está online

Temos 85 visitantes em linha

Assista

Siga-nos



POEMA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 16 Maio 2017 14:01

Ao palor da noite, a selvageria do vento.

O sono que era sofrimento e pássaros

recusando o cântico áulico.

A abôbada do céu despovoada, anjos

recauchutados no chão estéril esmaecidos.

A tarde menstruada dos cilícios do ocaso

o sangue pastoso do anoitecer coagulando-se

no isopor do sol.

Algo trincando o cobalto da alma.

Náusea ululando no medalhão burguês.

Aurora ferida por rosas indômitas.

Consolo em flor, a cor

fremente de outubro ainda rosna.

Toda emanação é inumana.

 

Comentar


Código de segurança
Actualizar