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Escrito por Administrator   
Terça, 16 Maio 2017 14:02

Leveduras de ser, vargens, vozes, veludos

vozerio de gafanhoto e navio

primaveras adiadas, lacustres andorinhas

excrescências brancas, vultos de Dali

elefantes líquidos, relógios moles

quistos bem sebáceos, cancros volúveis

sonhos duros e manteiga da lua.

As flores das chagas se abrindo

como aborto de rosas carnívoras

ou luas desabrochando como espuma branca.

Açoites, cravos, espíritos

madeiros avermelhados e espinhosos.

A obscena redondez da moça.

Sais circulares e hostis verões

sutis aves de chocolate ímpio

enovelados pássaros noturnos

como anel espichados

as bordas superiores insubornáveis

dos abismos metafísicos

transbordante volúpia, gozos nada físicos

as cavidades inóspitas do corpo invadidas

agasalhados lírios e ceifados jardins

de rosas incólumes e sangrando

como o fim.

 

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