Ninguém no Brasil sabe o que é poesia. Versão para impressão
Escrito por Administrator   

Escrevi algo sério que pareceu provocativo nas páginas valorosas de O Monitor: que ninguém no Brasil sabe o que é poesia. Os milhares de livros ditos poéticos dos milhões de (mau) ditos poetas são outra coisa. Outra coisa apenas parecida com poesia. Escrevo muito (mas não o bastante), cerca de 12 a 15 livros a cada ano, desde que me instalei na cela (com cilício) do Mosteiro de São Bento, e agora no Castelo, em pleno acme da colina Quilombo próxima à Magano, a 1.080 metros acima do nível do mar de Boa Viagem onde vivo desde 1960. E onde fica (Av. Jequitinhonha) a Biblioteca Borges com seus (meus) 10.000 livros, ambiente que o artista garanhuense Daniel Santiago diz ser um poema ambiente para visitas dirigidas... de tão estranho, inusitado...e intrincadamente (des)arrumado. Em 1912, publiquei poucos, apenas nove: Ora pro nobis scania vabis, Ave sólida, Bando de mônadas, Crepúsculo do pênis, Kant não estuprou a camareira (foi firula do Lampe, o mordomo) Borges (Jorge Luís, portenho) e Eugénio (de Andrade, luso), Me mostre seu cu, A eternidade é inútil e Silo de silêncio, paiol de solidão.

 

 

 

Escrevo poesia porque vou morrer. Só por isso e nada mais. Escrevo poesia sem nenhuma, sem a mínima minimora preocupação. O leitor que se preocupe. Que se rale, sue, sofra para me entender. E se entender, eu mudo. Se algum leitor me compreender me derrotou. Vade retro, leitor!

O que prejudica e impede a poesia é o fato do “poeta” não distinguir prosa de poesia... e danar-se a fazer poema prosaico, romantiquado, a colocar narrativa em linhas, em versos, estruturar em estrofes, versificar, em suma, inutilmente. (Poeta da virilha para baixo).

Escrevi algo sério que pareceu provocativo nas páginas valorosas de O Monitor: que ninguém no Brasil sabe o que é poesia. Os milhares de livros ditos poéticos dos milhões de (mau) ditos poetas são outra coisa. Outra coisa apenas parecida com poesia. Escrevo muito (mas não o bastante), cerca de 12 a 15 livros a cada ano, desde que me instalei na cela (com cilício) do Mosteiro de São Bento, e agora no Castelo, em pleno acme da colina Quilombo próxima à Magano, a 1.080 metros acima do nível do mar de Boa Viagem onde vivo desde 1960. E onde fica (Av. Jequitinhonha) a Biblioteca Borges com seus (meus) 10.000 livros, ambiente que o artista garanhuense Daniel Santiago diz ser um poema ambiente para visitas dirigidas... de tão estranho, inusitado...e intrincadamente (des)arrumado. Em 1912, publiquei poucos, apenas nove: Ora pro nobis scania vabis, Ave sólida, Bando de mônadas, Crepúsculo do pênis, Kant não estuprou a camareira (foi firula do Lampe, o mordomo) Borges (Jorge Luís, portenho) e Eugénio (de Andrade, luso), Me mostre seu cu, A eternidade é inútil e Silo de silêncio, paiol de solidão.

Escrevo poesia porque vou morrer. Só por isso e nada mais. Escrevo poesia sem nenhuma, sem a mínima minimora preocupação. O leitor que se preocupe. Que se rale, sue, sofra para me entender. E se entender, eu mudo. Se algum leitor me compreender me derrotou. Vade retro, leitor!

O que prejudica e impede a poesia é o fato do “poeta” não distinguir prosa de poesia... e danar-se a fazer poema prosaico, romantiquado, a colocar narrativa em linhas, em versos, estruturar em estrofes, versificar, em suma, inutilmente. (Poeta da virilha para baixo).