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PoesiAbsoluta
LUZ DÚPLICE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O semblante líquido ou não resta.

num retrato esquecido na distância

teu rosto antigo está espalhado na sala

 
APELO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Não me entendam, por favor.

Se não me entedio.

Meus poemas não são pour épater... e nada mais.

 
CAIS AÉREO PARA PÁSSAROS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Mãos sepultas como portos

entre mares de porcas pérolas

ânsias afagando-se

 
O QUE NÃO É POEMA? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O poema é e não é.

Os cavalos trotam pelas ruas (veia páramo).

Os cabelos trotam pelas cabeças (calva hara).

 
PULSÃO DE TIGRE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Em cada raia tigre pulsava.

A cada pele a alma mudava.

Rugas e dobras se disputavam.

 
MÍNIMO HUMANO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Entre a manada urbana de autos

e o rebanho de cólera metropolitana

diviso sinal transitório

 
HÁS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Há melindres, no codiário do acaso?

Há madames bêbadas de absintos e sábados

há comendas de dilúvios e tâmaras bastardas brotando

 
À SOMBRA PLATÔNICA DA ESPADA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Do rosto infatigável dos sábados

quando chega a febre do corpo que almejo

quando peso aziago e inapelável

 
O RETÁBULO E SEUS ÂNGULOS FLÁCIDOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Onde se cruzam cinzas começa

o drama ingente da vida. Como o nada termina.

Se vives à imagem do verbo, és.

 
VERSETES ET NUEZAS DO VERBO VITAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Tua pele arte, teus ângulos de carne

curvas ósseas, estruturas ávidas lascivas, linhas

retas, rotas, certas, espertas

 
INVALIDADE POÉTICA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Uma virgem maculada

(como tantas brasileiras).

Flores estilhaçadas por granadas verdes

 
QUAL HORA DA MORTE AMÉM? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A hora da nossa morte sem amém.

Marias desgraçadas

misóginos em vitória e tesos.

 
DE CRISTO A PÃ PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Gólgota, lenho da dor, gerou a cruz

cujo destino era o Calvário ou o Amor?

Eis a última pedra, o sopro ósseo

 
ÁGUAS DO GOZO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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De pedra e espuma a vida.

De efêmeras e macias volúpias o ser.

De clamor em ruína

 
SENTIDO DA VIDA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Todo sentido se perde e regressa ao nada

o edifício de palavras que bálsamo

da rima amacia e confina

 
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