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PoesiAbsoluta
EPIGRAMAS COM FIGURAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Vi Anaxímenes ébrio

do hálito da natureza afirmando

que ser é éter

 
COR DA COVARDIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A cor da covardia é política et poluta.

Águas tenebrosas que a secretam são velozes.

E a abissais profundezas de intensos vermelhos

 
LAVOR DE JOELHEIRO VERBAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A poesia exige frases lapidadares (lavor de de joalheiro verbal ou economia de lápide). O verso não deve faltar ou sobrar.

 
ESTRANHO OLHAR ESTRANHO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Olhar de estanho

entranhado de espelhos

cegos como noite vândala

 
POEMA DE AMOR VITAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A ilusão tem garras (e dura como o podre)

seus dentes são fundos (afiados como a náusea)

quimera astuta e faminta me espera

 
PORMENOR DE TERREMOTO - (OU RUMOR DE FERRO) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O meio-dia é pleno de sombras

que do trote da luz se geram

e pelos prados do céu da página

 
TRATADO VITAL DA POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Cláudio Veras

Especializei-me (horas de intervalo de aula e frios fins de semana de Heidelberg, nos últimos 15, 20 anos (a fio), em ler e defrontar, como se eu a escrevesse, a poesia de Vital Corrêa de Araújo (VCA).

 
POESIA É PARA NÃO DIZER, MAS SEMPRE DIZ PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Verbo de Barro pode ser "entendido" levando em consideração duas vertentes que no final se convergem. Uma é como se fosse um longo poema.

 
RITO E ACASO (GÊNESE) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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CENA CRUCIAL

Mergulho na voragem, do báratro do espírito busco

sêmen puro do infinito (raízes do nome)

 
ALGUÉM PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Alguém tem meus cílios leprosos

alguém fechou-me as pálpebras velozes

as portas, as caixas, o futuro

 
SER E TRÓPICO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Sou áspero, duro, infinito como o cacto

lixa árida, graveto cônico, árduo e cavo tronco

sou rural e a canção da vaca tange a minha rede

 
DO NOME: DE NOMINAÇÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O nome nunca é das coisas.

O nome é o nome. Do nome.

Nem as coisas é... o nome.

 
CRÔNICA LÍRICA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Quando escrevo sinto delírios de abelhas.

Estou numa praça rasa de Recife. Vejo cães.

Alinhados perambulando (a coleira em riste

 
VEIO DO SAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Garimpo o sal, a carne

no veio da terra, o barro

ébrio e a plástica do sopro

 
MINIMANIFESTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Se o mundo cobra sentido

da Poesia Absoluta é que exige

do mesmo modo a alienação produtiva

 
VELHA REVISTA DE POESIA NOVA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Durante três anos, editei (no início com Paulo Bandeira da Cruz) uma página dupla, aos domingos, no Diário da Manhã.

 
MODO DE VER DA PALAVRA POÉTICA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A diferença do modo ocidental de vida da palavra-sempre preparada para amoedar o significado,

 
ESTADO FINAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Córregos de infiel mel e fel fiel

pássaros carregando

nos ombros melodias à tarde

 
ÂNFORA EFÊMERA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(Encha-a e verta)

Com duas andorinhas criar

só um verão (o mais longo)

 
BUSCA ÍNGREME PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Busco pelos íngremes

ângulos do meu rosto

pelo sulcos acres

 
SÍLABA DE ESTRELA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Atravessei celibatos de abelha

o cálcio do coração demoli

no périplo sem limite de palavras

 
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